29 de jan de 2013

Lonely Hearts Club, Elizabeth Eulberg | Editora Intrínseca | 2011, 240 páginas
Lonely Hearts Club realmente é um livro que pode ser considerado sessão da tarde, mas simplesmente é um daqueles que se lê em algumas horas. Terminei em 6 horas a leitura, com pausas, a narrativa é rápida e não tem muita enrolação.
Nesse livro conhecemos a historia de Penny Lane Bloom que, aos 16 anos como a maioria das adolescentes, sofreu uma decepção amorosa. o menino que ela foi apaixonada toda a vida e que estava namorando a trai com outras garotas (bem clichê mesmo), e a partir desse momento ela funda o clube Lonely Hearts, que é para garotas que não precisam de meninos para serem felizes. A repercussão é tão grande que acaba afetando a vida social de toda a escola e está armada a confusão (beeem sessão da tarde). Mas o que Penny Lane não imaginava era que ela ia trair o que se prega no clube.
Ok, a main story é essa, mas temos todo um universo diferente rondando a historia. Simplesmente o livro é todo cheio de referências aos Beatles, começando pelo nome do livro e a capa. Na historia, os pais de Penny Lane são fanáticos pelos Beatles, se conheceram no dia da morte de John Lennon e colocaram os nomes das três filhas de, Lucy, Rita e Penny Lane. São vegetarianos e não curtem tributos aos Beatles, segundo eles nada se compara aos originais e seria uma afronta ir a shows tributos. Das três irmãs, Penny Lane é a única que realmente gosta dos Beatles, para ela foram os únicos meninos que não a decepcionaram. O livro é dividido em fases e em cada fase tem um trecho de uma música deles que nos ajuda a entrar no clima do que vem a seguir.
A personagem Penny Lane é uma típica adolescente que está em uma fase de descoberta e decisão rápida em sua vida, além da busca pelo amor adolescente que tantas sonham nesse período. É visível o quanto a personagem cresce durante a historia e o quanto às vezes a felicidade está ao seu lado e você não quer ver. Apesar da historia bem água com açúcar, as referências nos ajudam muito a gostar do livro. Recomendo para ler nas férias que não temos muitas coisas para fazer, dá tranquilo para ler em uma tarde.


Bom, gente, essa foi mais uma resenha da Katis. Eu, Samuely, não li Lonely Hearts Club ainda, mas quando tiver tempo sobrando vou procurar, com certeza! Gosto muito dos garotos de Liverpool e isso vai cooperar bastante com minha simpatia pelo livro :)
Boa semana!

11 de jan de 2013

Vamos falar da Febre Cinzenta... Ops. Ops, nada. Você certamente já ouviu falar da trilogia Cinquenta Tons de Cinza, de Erika Leonard James, ou apenas E. L. James. Se você, como eu, não era/é acostumada a leituras eróticas, pode concordar comigo em alguns pontos, se:

1) Você lê mais de 2 livros por mês, no mínimo;
2) Você valorizar o tempo que poderia estar usando para ler os livros do item 1, pois...

Se sua realidade for essa de ler bastante e constantemente e se eu fosse você, realmente não usaria meu tempo para ler 50 tons de cinza por que não caracterizo a obra como uma literatura "agregadora". Não que alguma leitura seja perda de tempo e você seja proibida de ler o que quiser, seja qual for o gênero ou faixa etária - não foi isso que eu disse. Só acredito ter argumentos suficientes para persuadir você a não ler essa trilogia (se é que alguém ainda não leu -.-).

Primeiro de tudo, a série nasceu de uma Fanfic de Crepúsculo (oh, god, please =~~~). Protagonista de baixa autoestima, sem graça conhece, acidentalmente, cara absurda e ridiculamente RICO, LINDO, superprotetor e maníaco por controle. Hum, soa como algo que vocês já leram por aí?

Mas ok, deixando isso de lado... Não é a primeira nem será a última vez que autores pegarão "carona" em aspectos que fizeram outras obras se tornarem sucesso. Inclusive há outros livros na pegada 50 tons muito parecidos que estão fazendo exatamente isso.
Não fosse a questão de Crepúsculo ser muito ruim, E L James podia ter pego carona no que quisesse né.

Anastasia Steele é a jovem ingênua, virgem de 21 anos que beijou uns 3 caras na vida. Christian Grey, o deus, máquina de fazer sexo, rico em excesso, bonito em excesso, controlador em excesso, não existe. A única diferença dele pra Edward é que o vampiro não comeu a Bella antes de casar e Grey definitivamente não brilha.

Não sei como a autora classifica a faixa etária da série, mas apesar de ter cenas (repetitivas e que ela depois se cansa e começa a cortar) de sexo, terminei de ler os três achando que foi escrito pro mesmo público adolescente de Crepúsculo. A narrativa é super simples, rápida, o enredo é descomplicado e quase bobo, tem tudo para ser direcionado aos jovens, mas o conteúdo simplesmente não é recomendável assim, não é?  Ela não precisava usar palavras difíceis nem nada... Mas custava ter feito do passado de Christian (esqueci de dizer que ele é perturbado por traumas de infância) um background mais interessante do que UMA cena só em um livro inteiro?

Os livros foram bastante arrastados, principalmente o terceiro que, juro por MUSE, eu dormia a cada 2 capítulos, já era sonífero pra mim. Odiava cada vez que Christian saía do banho ou algo assim e todas as interjeições de Ana eram as mesmas. Fala sério.

Tem umas coisas que não dá pra entender... Tipo [spoiler] Ana entrar num banco com um revólver escondido e sacar uns 5mi de dólares... coisa básica. [/spoiler].

Resumindo a história agora, a jovem Ana Steele faz um favor a uma amiga doente quando vai entrevistar um dos caras mais jovens e ricos do país. Acaba se apaixonando pelo cara e descobrindo que ele tem 50 "tons" de perturbação pois os relacionamentos dele são basicamente feitos por contrato onde a menina vira submissa dele e sujeita a tudo dentro de um quarto de jogos (ou quarto vermelho da dor). Ana, ingênua e não conhecedora desse mundo, não consegue lidar com tudo o que Christian quer que ela tome, mas ele está enfeitiçado por ela e disposto a mudar de hábitos para ficar com a menina.

Talvez tenha spoiler do 2º e 3º livros a partir daqui:

Depois de um término que dura uns 3 dias, Ana volta pra Christian e vai morar com ele, descobrindo cada vez mais do lado "mais escuro" dele.
Ela vira Editora na Editora que trabalha (gente, alguém muda esses adjetivos haha) pois seu ex-chefe estava dando em cima dela e Grey não gostou nada disso. Como ele tinha comprado a empresa assim que Ana começou a trabalhar (noção, oi? cadê você?), demitiu o cara.

Não vou contar mais do enredo senão fica sem graça. Mas a amiga doente que deveria ter feito a entrevista com Christian acaba namorando o irmão deliciosamente lindo e rico à mesma maneira, que coisa linda né?

Spoiler free, novamente:
Livros assim me cansam de vez em quando. Mas tudo de positivo que tirei dessa trilogia veio unicamente do apelo sexual que ela tem. Achei o romance fraco e inviável, pra ser sincera. E tudo o mais foi trivial o bastante para eu pudesse "passar" essa leitura; mas não o fiz para poder dizer a vocês hoje exatamente isso: eu li Cinquenta tons de cinza e não leria de novo, YAY!

Tem outras séries que conseguem me passar o mesmo feeling que essa, apesar de serem sobrenaturais (pelo menos a gente sabe de cara que os personagens não existem né, não precisa ficar sonhando acordada com Christian Grey, amiga, por favor), a exemplo da Irmandade da Adaga Negra. ;)

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