30 de mai de 2013
Em “3 Metros Acima do Céu” entramos no universo de adolescentes da sociedade media-alta de Roma e conhecemos a sonhadora e ingênua Babi, uma garota de 17 anos que sonha com um grande amor e passar os dias com sua melhor amiga Palina. As duas estudam em uma escola de classe alta, extremamente rígida e administrada por freiras. Até que um dia ao ir para o colégio, Babi conhece o irresistível Stefano, aka Step, e logo começam provocações entre eles. E a partir desse encontro a vida desses dois adolescentes muda completamente.
Durante a história conhecemos personagens marcantes como Pollo, Madá, a família de Step, a família de Babi, além do grupo de amigos de Step que praticam a Cinturada, um tipo de racha de motos em que um casal senta oposto ao outro numa moto, presos por um cinto, empinando e fazendo curvas muito fechadas. A história é estruturada sobre a visão de vários personagens, e a narrativa é bem precisa e leve, nos deixando se identificar com os personagens. Seja pela a alegria e vontade de viver de Pollo e Palina, a opressão de Rafaella sobre Cláudio, ou até as descrições apaixonadas de Step sobre Babi.
Mas como nem tudo são flores, tenho algumas ressalvas sobre a personagem Babi, que apesar de ser a protagonista não me emociona o bastante nem convenceu em relação ao seu amor por Step. Ele seria mais uma aventura adolescente para ela do que seu grande amor, diferentemente da atitude de Step que em cada cena nos mostra o quanto está entregue a essa relação tão linda que nos faz suspirar pelo seu ponto de vista. Step tem uma personalidade conturbada, pois após um trauma familiar se perde em um mundo de irregularidades, e ao se entregar ao amor de Babi se vê com uma possibilidade de redenção. Babi o ajuda a se reencontrar ao mesmo tempo em que ela se perde.
Se você adora um Bad Boy que ao se apaixonar vira a pessoa mais melosa do mundo, esse é o seu livro. Infelizmente, ao saber desse livro eu já tinha assistido a versão cinematográfica, mas isso não tirou a emoção ao lê-lo. A versão que assisti foi a espanhola, em português o nome ficou “Paixão Sem Limites” e se você se apaixonou por Step do livro, você vai amar Hache, a versão espanhola dele, interpretada perfeitamente por Mario Casas.
Em “Sou louco por você”, a história se passa 2 anos depois dos acontecimentos do primeiro livro. Step volta para Roma após uma estadia nos Estados Unidos, mas mesmo assim não esquece por um segundo o que o fez partir e seu amor por Babi parece não diminuir. Ao chegar a Roma ele logo percebe que a vida que deixou para trás mudou (ou foi ele quem mudou?), então ele decide aceitar um trabalho que seu pai arranjou em uma emissora de TV e com isso Step passa a colocar em prática o que aprendeu nos cursos que fez nos EUA. Mas um dia antes, ele conhece Ginevra, aka Gin, ela tenta rouba 20 libras dele em gasolina e a partir desse momento conhecemos essa personagem extraordinária.
Quando eu soube que existia uma continuação de 3 metros acima do céu, eu nunca fiquei tão feliz na minha vida, pois o desfecho do primeiro me deixou mais deprimida do que o necessário. E quando comecei a ler “Sou Louco por Você” quase parei porque vi que a história não seria bem o que eu imaginava, mas como eu sou uma pessoa que adora reviravoltas em livros continuei só para ver como ia desenrolar. O livro me surpreendeu de uma forma inimaginável e quando terminei eu estava tão aliviada e feliz que não sabia se ria ou chorava.

Step é um dos meus personagens masculinos preferidos, como a maioria das pessoas que me conhecem sabe que eu tenho um super crush por bad boys. E o quanto Step cresce nesses dois livros mostra o quanto sua personalidade é marcante. Eu indico totalmente este livro apesar de já ter visto críticas que colocam o livro em um patamar meio sessão da tarde, mas acho que no meio de tantas fantasias e trilogias e sagas, que são meus pontos fortes, sempre é bom voltar nosso pensamento para uma história mais real.

5 de mar de 2013


Em seu novo romance, Jessica nos traz uma historia sobre dois mundos que em meio a uma bagunça acabam se encontrando. Primeiro temos Callie, uma garota de 18 anos, que após um incidente em seu aniversário de 12 anos passou o resto de sua vida escondida por trás de roupas extra largas, cabelo super curto e maquiagem exagerada. No outro lado, temos Kayden que desde dos dois anos sofre violência doméstica por parte de seu pai e sua mãe, para não ver, prefere ficar apagada pela bebida do que ajudar o filho. Agora que esses dois estão se preparando para uma vida nova na universidade um acontecimento muda toda essa meta.
Um dia ao ir buscar o irmão numa festa na casa de Kayden, Callie presencia mais uma das agressões do pai de Kayden a, ele mas dessa vez Callie acaba impedindo que a situação piore e o salva. Após esse incidente ela vai passar o resto das férias na universidade onde conhece seu primeiro amigo de verdade, Seth e os dois acabam confidenciando coisas que ela nunca tinha falado a sua família incluindo o que realmente aconteceu seis anos atrás. Ao começar o novo semestre, por acidente Callie vê Kayden, mas ele não a reconhece; seu melhor amigo, Luke confirma quem é essa menina que ele conhecia mas agora está totalmente diferente, ele não mede esforços para agradecê-la por salvá-lo naquele dia  e assim começa uma historia de revelações, sofrimento e o reencontro de si mesmos.
Callie é uma menina que por muitos anos sofreu por um trauma que nunca conseguiu superar e por causa disso ela nunca teve amigos, após entrar na faculdade ela sentiu que poderia mudar e deixar toda a dor para trás e passa a ser uma menina quase normal, pois mesmo mudando por fora ela sabia que por dentro nunca conseguiria ser a mesma. Após conhecer Seth, seu primeiro e único amigo, eles criam uma ligação em que um ajuda o outro a continuar com suas vidas, e para isso eles decidem fazer um lista de coisas que devem fazer.
Kayden, por toda sua vida apanhou de seu pai e por essas e outras razões ele tem cicatrizes em boa parte de seu corpo. Após sair de casa para estudar na universidade de Wyoming, ele vê uma oportunidade de mudar de vida sem seu pai perto para fazer tantas cobranças, mas ele não esperava que nessa mudança ele teria finalmente a oportunidade de agradecer a filha do Coach Lawrence por ter salvado sua vida no dia em que ele tinha certeza que iria morrer.
O livro é uma forma de nos mostrar como duas vidas podem ter tantas coincidências, a forma como os personagens se desenvolvem durante a historia e como isso faz com que eles comecem a confiar uns nos outros, principalmente Callie. A narrativa é dividida entre o pensamento de Callie e Kayden e cada capitulo é dividido com um item da lista que Callie e Seth fizeram. Um dos poucos pontos negativos na historia é que não vemos muito desenvolvimento dos personagens Seth e Luke. Além do que, logo no começo, já sabemos o que realmente aconteceu com Callie mesmo sem ela dizer o que houve.
O nível de inglês desde livro é fácil e a leitura flui fácil, apesar de a história ser pesada por ter um carga emocional forte. Super recomendo se você gosta de um bom drama cheio de tensão e com um dos cliffhangers mais surpreendentes que já li. E o pior que o segundo livro ainda nem foi escrito, então deixa a tensão mais forte. 
Nota: 4,0/5,0

13 de fev de 2013
Passei vários minutos pensando em como começar essa resenha.
Conheci Pat Peoples ontem à noite e não consegui largá-lo até ele me contar metade da sua história (OK, mentira. Eu já vi o filme O lado bom da vida e sabia praticamente tudo que ia acontecer, só que livros – como infinitamente melhores que os seus respectivos filmes, quase sempre – contam a história melhor e mais completa). Daí que eu acordo às 7h de la mañana da quarta-feira de cinzas e vou logo chamando Pat pra continuar a história.

Pat é um cara na casa dos 30 (ele não consegue decidir se tem 30 ou 35 mesmo, e logo você vai saber o porquê) que se declara “mentalmente perturbado”.  Sua mãe acabou de lhe tirar do “lugar ruim”, mais conhecido por clínica psiquiátrica, e ele está disposto a ser mais gentil do que ter razão para reconquistar sua ex-mulher Nikki e acabar seu tempo separados.
A nova vida de Pat se resume a muitos, mas muitos exercícios físicos mesmo, todos os dias. Ler clássicos da literatura americana (Nikki é professora de inglês e sugeria essas leituras aos alunos) e perseguir o lado bom da vida. Pat é um cara otimista, tenho que dizer. Com certeza essa NÃO foi a característica que me fez gostar tanto dele. Ele está vivendo uma fase de negação e sendo superprotegido por todos para que algumas verdades não o façam piorar novamente; o que o faz parecer muito ingênuo e isso é totalmente explícito pelo modo que ele narra a história, e sinceramente, a deixa mais engraçada, leve e rápida de ler.
Num jantar formal (ao qual ele comparece com sua camisa do time que a família e amigos são fanáticos, o Eagles) na casa de Ronnie, seu melhor amigo, ele é apresentado a Tiffany, uma viúva tão perturbada quanto Pat que vai ajudá-lo muito já que entende tudo sobre perda e culpa como Pat também entende.

O autor foi genial ao escrever esse enredo despretensioso e ‘ingênuo’ do POV de Pat, como já mencionei. Você se sente cego às situações como se fosse o próprio Pat, e as descobertas atacam você sem dar tempo pra seguir em frente com as coisas fazendo sentido. E acho que deve ser assim mesmo para pessoas com dificuldades psiquiátricas. As coisas não fazem sentido, ou até mesmo sentido DEMAIS, como a música do Kenny G (Huuuuummmmmm, 1, 2, 3... 9, 10).
Não vou me demorar mais dizendo o quanto cada personagem foi essencial pra história: o terapeuta Cliff, o irmão Jake, a mãe de Pat, o pai estranho de Pat, Tiffany e a própria Nikki. Todos os cenários pelos quais Pat passa demonstram o Pat-sozinho, o Pat-parte-de-algo (torcedor de time) e o Pat-com-Tiffany, que acaba sendo uma parte muito importante do filme que é a vida de Pat, um filme que ele quer muito um final feliz. Mas não sabe qual vai ser ainda.

Eu tô me segurando TANTO pra falar mais de cada parte dessas poucas 256 páginas que tinham tanto sentimento junto. É incrível como a gente percebe essas coisas depois que acaba de ler e quer contar a história pra outros... E olha que não estou falando de contar spoiler, é de falar sobre o livro mesmo.
Só espero que vocês tenham a oportunidade de conhecer Pat também, achar o mentalmente perturbado que há dentro de você e deixar-se ser um Holden Caulfied moderno como Pat, com uma parte que não quer crescer nunca.
Boa leitura. E vejam o filme também, por que não? Mas só depois do livro, pleeease, não façam como eu. Algumas coisas foram mudadas e apesar da Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes) ser uma ótima atriz, não sei se ela deveria ter sido Tiffany, não era pra ser mais velha?

2 de fev de 2013
Nessa onda que vem se alastrando cada vez mais o mundo pós-apocalíptico zumbi, foi lançado em Maio de 2011, Sangue Quente. Um livro que conta a história do Zumbi R e como ele veio a se apaixonar por uma humana (WHAT THE HELL?!?!), mas não fiquemos tão assustados, a história é pretty cool.
Na história, R começa nos contando sobre como é ser um zumbi e como possivelmente ele chegou a ser um zumbi, porque até onde sabemos essas criaturas não tem lembranças e muito menos pensamentos, mas como a história é contada por ele (e pelo menos eu nunca li nada contado por zumbis) então temos um zumbi pensante. Continuando... R mora no aeroporto da cidade junto com todos os zumbis residentes nela, mas na sociedade zumbi não tem só os zumbis que nós conhecemos, existem os anciões mais conhecidos como Ossudos, que são zumbis que com o passar do tempo vão perdendo a pele e viram caveiras, eles são como os sábios da comunidade todos obedecem a eles.
Um dia R juntamente com seu melhor amigo M e mais alguns zumbis vão a cidade para conseguir comida aka. Humansssss *-*. Ao chegarem numa loja de departamentos eles encontram um grupo de humanos e os atacam, mas na hora do ataque R decide salvar uma garota, Julie, ai vocês me perguntam “Mas Por Que Ele Salvaria Ela?!?!?!” “OH, Yeah... pelo simples fato, ele matou o namorado dela, Perry, e comeu o cérebro dele e nesse livro quando eles comem o cérebro, os zumbis revivem os pensamentos da pessoa morta, conhecendo assim toda as suas memórias.” E uma das primeiras lembranças é Perry conhecendo o amor de sua vida, Julie então R decide salva-la ¬¬ . E ainda melhora... Ele decide levar ela para o aeroporto para escondê-la dos outros zumbis, Ok... Oi?!?!?. Como uma pessoa (oops, zumbi) leva uma humana que quer salvar para o covil dos comedores de gente... OMG!!! =x Pois é! Então é a partir daí que a história se desenvolve.
Antes de ler esse livro eu ficava pensando como que deve ser um pensamento de um zumbi? , será que ele pensaria direito ou seria um pouco confuso? , será um Crepúsculo Zumbi?. Assim, eu sou uma pessoa que quando decido ler um livro, começo a leitura super mente aberta, vou aceitando todas as possibilidades que o autor vai me dando durante a narrativa principalmente com livros que não se passam no mundo em que vivemos. Então quando eu fui lendo a história fui criando uma visão mais aceitável possível. E fui gostando porque nunca tinha lido nada sobre zumbis pensantes e ainda no final você entende porque ele é um zumbi pensante. E eu adorei como os humanos conseguiram criar cidades inteiras dentro de estádios de futebol e como essa sociedade funciona. Então acho que mesmo tendo um romancezinho à la Crepúsculo, ele é bem escrito e tem muita tensão. Ele tem vários momentos bem Dark diferentemente da comédia que estão propondo no filme... Sim, é isso aí mesmo, eles produziram um filme que será estreado em Fevereiro, e o nosso queridíssimo R será representado por ninguém menos que meu queridinho Nicholas Hault ^^ ( pois é vocês devem lembrar dele, of course, da série inglesa, Skins e mais recentemente por ter interpretado o Fera em X-men: First Class (2010)), e a personagem Julie será vivida por Teresa Palmer, não conheço bem ela mas ela interpretou Six no filme Eu Sou Número 4. Maaasss é claro que no Brasil tinha que piorar ainda mais a situação da história né, pois a tradução para o nome do filme é “O meu namorado é um zumbi”. OH MY GOD, quando vai ser que essas pessoas vão entender que esses tipos de títulos são só para piorar a situação se o nome original do livro e do filme é Warm Bodies, why not colocar a tradução do nome do livro no filme também?? Why, why, why?????
Ok =D, agora após meu ataque, abaixo temos o trailer e os primeiros 4 minutos legendado, para você dá uma conferida no que vem por aí:





That’s all folks!! Curtam, cometem e compartilhem ;D. Nota: 3.5/5.0

By Kátia Macedo

29 de jan de 2013

Lonely Hearts Club, Elizabeth Eulberg | Editora Intrínseca | 2011, 240 páginas
Lonely Hearts Club realmente é um livro que pode ser considerado sessão da tarde, mas simplesmente é um daqueles que se lê em algumas horas. Terminei em 6 horas a leitura, com pausas, a narrativa é rápida e não tem muita enrolação.
Nesse livro conhecemos a historia de Penny Lane Bloom que, aos 16 anos como a maioria das adolescentes, sofreu uma decepção amorosa. o menino que ela foi apaixonada toda a vida e que estava namorando a trai com outras garotas (bem clichê mesmo), e a partir desse momento ela funda o clube Lonely Hearts, que é para garotas que não precisam de meninos para serem felizes. A repercussão é tão grande que acaba afetando a vida social de toda a escola e está armada a confusão (beeem sessão da tarde). Mas o que Penny Lane não imaginava era que ela ia trair o que se prega no clube.
Ok, a main story é essa, mas temos todo um universo diferente rondando a historia. Simplesmente o livro é todo cheio de referências aos Beatles, começando pelo nome do livro e a capa. Na historia, os pais de Penny Lane são fanáticos pelos Beatles, se conheceram no dia da morte de John Lennon e colocaram os nomes das três filhas de, Lucy, Rita e Penny Lane. São vegetarianos e não curtem tributos aos Beatles, segundo eles nada se compara aos originais e seria uma afronta ir a shows tributos. Das três irmãs, Penny Lane é a única que realmente gosta dos Beatles, para ela foram os únicos meninos que não a decepcionaram. O livro é dividido em fases e em cada fase tem um trecho de uma música deles que nos ajuda a entrar no clima do que vem a seguir.
A personagem Penny Lane é uma típica adolescente que está em uma fase de descoberta e decisão rápida em sua vida, além da busca pelo amor adolescente que tantas sonham nesse período. É visível o quanto a personagem cresce durante a historia e o quanto às vezes a felicidade está ao seu lado e você não quer ver. Apesar da historia bem água com açúcar, as referências nos ajudam muito a gostar do livro. Recomendo para ler nas férias que não temos muitas coisas para fazer, dá tranquilo para ler em uma tarde.


Bom, gente, essa foi mais uma resenha da Katis. Eu, Samuely, não li Lonely Hearts Club ainda, mas quando tiver tempo sobrando vou procurar, com certeza! Gosto muito dos garotos de Liverpool e isso vai cooperar bastante com minha simpatia pelo livro :)
Boa semana!

11 de jan de 2013

Vamos falar da Febre Cinzenta... Ops. Ops, nada. Você certamente já ouviu falar da trilogia Cinquenta Tons de Cinza, de Erika Leonard James, ou apenas E. L. James. Se você, como eu, não era/é acostumada a leituras eróticas, pode concordar comigo em alguns pontos, se:

1) Você lê mais de 2 livros por mês, no mínimo;
2) Você valorizar o tempo que poderia estar usando para ler os livros do item 1, pois...

Se sua realidade for essa de ler bastante e constantemente e se eu fosse você, realmente não usaria meu tempo para ler 50 tons de cinza por que não caracterizo a obra como uma literatura "agregadora". Não que alguma leitura seja perda de tempo e você seja proibida de ler o que quiser, seja qual for o gênero ou faixa etária - não foi isso que eu disse. Só acredito ter argumentos suficientes para persuadir você a não ler essa trilogia (se é que alguém ainda não leu -.-).

Primeiro de tudo, a série nasceu de uma Fanfic de Crepúsculo (oh, god, please =~~~). Protagonista de baixa autoestima, sem graça conhece, acidentalmente, cara absurda e ridiculamente RICO, LINDO, superprotetor e maníaco por controle. Hum, soa como algo que vocês já leram por aí?

Mas ok, deixando isso de lado... Não é a primeira nem será a última vez que autores pegarão "carona" em aspectos que fizeram outras obras se tornarem sucesso. Inclusive há outros livros na pegada 50 tons muito parecidos que estão fazendo exatamente isso.
Não fosse a questão de Crepúsculo ser muito ruim, E L James podia ter pego carona no que quisesse né.

Anastasia Steele é a jovem ingênua, virgem de 21 anos que beijou uns 3 caras na vida. Christian Grey, o deus, máquina de fazer sexo, rico em excesso, bonito em excesso, controlador em excesso, não existe. A única diferença dele pra Edward é que o vampiro não comeu a Bella antes de casar e Grey definitivamente não brilha.

Não sei como a autora classifica a faixa etária da série, mas apesar de ter cenas (repetitivas e que ela depois se cansa e começa a cortar) de sexo, terminei de ler os três achando que foi escrito pro mesmo público adolescente de Crepúsculo. A narrativa é super simples, rápida, o enredo é descomplicado e quase bobo, tem tudo para ser direcionado aos jovens, mas o conteúdo simplesmente não é recomendável assim, não é?  Ela não precisava usar palavras difíceis nem nada... Mas custava ter feito do passado de Christian (esqueci de dizer que ele é perturbado por traumas de infância) um background mais interessante do que UMA cena só em um livro inteiro?

Os livros foram bastante arrastados, principalmente o terceiro que, juro por MUSE, eu dormia a cada 2 capítulos, já era sonífero pra mim. Odiava cada vez que Christian saía do banho ou algo assim e todas as interjeições de Ana eram as mesmas. Fala sério.

Tem umas coisas que não dá pra entender... Tipo [spoiler] Ana entrar num banco com um revólver escondido e sacar uns 5mi de dólares... coisa básica. [/spoiler].

Resumindo a história agora, a jovem Ana Steele faz um favor a uma amiga doente quando vai entrevistar um dos caras mais jovens e ricos do país. Acaba se apaixonando pelo cara e descobrindo que ele tem 50 "tons" de perturbação pois os relacionamentos dele são basicamente feitos por contrato onde a menina vira submissa dele e sujeita a tudo dentro de um quarto de jogos (ou quarto vermelho da dor). Ana, ingênua e não conhecedora desse mundo, não consegue lidar com tudo o que Christian quer que ela tome, mas ele está enfeitiçado por ela e disposto a mudar de hábitos para ficar com a menina.

Talvez tenha spoiler do 2º e 3º livros a partir daqui:

Depois de um término que dura uns 3 dias, Ana volta pra Christian e vai morar com ele, descobrindo cada vez mais do lado "mais escuro" dele.
Ela vira Editora na Editora que trabalha (gente, alguém muda esses adjetivos haha) pois seu ex-chefe estava dando em cima dela e Grey não gostou nada disso. Como ele tinha comprado a empresa assim que Ana começou a trabalhar (noção, oi? cadê você?), demitiu o cara.

Não vou contar mais do enredo senão fica sem graça. Mas a amiga doente que deveria ter feito a entrevista com Christian acaba namorando o irmão deliciosamente lindo e rico à mesma maneira, que coisa linda né?

Spoiler free, novamente:
Livros assim me cansam de vez em quando. Mas tudo de positivo que tirei dessa trilogia veio unicamente do apelo sexual que ela tem. Achei o romance fraco e inviável, pra ser sincera. E tudo o mais foi trivial o bastante para eu pudesse "passar" essa leitura; mas não o fiz para poder dizer a vocês hoje exatamente isso: eu li Cinquenta tons de cinza e não leria de novo, YAY!

Tem outras séries que conseguem me passar o mesmo feeling que essa, apesar de serem sobrenaturais (pelo menos a gente sabe de cara que os personagens não existem né, não precisa ficar sonhando acordada com Christian Grey, amiga, por favor), a exemplo da Irmandade da Adaga Negra. ;)

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