8 de out de 2012

Gêmeas, não se separa o que a vida juntou | Mônica de Castro | Vida & Consciência, 512 páginas


Primeiro de tudo, eu nunca tinha lido nenhum livro de mensagem espírita (exceto As vidas de Chico Xavier, que é meio biográfico, então não tem muito a ver com esse aqui) como ‘Gêmeas’. O interesse pela leitura nem partiu de mim, pra ser sincera. Uma das meninas do Book Club da minha cidade perguntou se eu já tinha lido ou mesmo tinha o livro, por que pela sinopse ela achou super massa.

“Gêmeas têm como cenários o interior do Mato Grosso e as cidades do Rio de Janeiro e Brasília. No enredo, duas irmãs gêmeas recém nascidas são vendidas pela mãe e, assim, separadas ao nascer. O pai das crianças, ao descobrir a negociata, é assassinado ao tentar evita-la. A trama, a partir dessas fatalidades, é repleta de situações aparentemente eventuais que vão moldando a vida de mãe e filhas até que o inevitável reencontro acontece.”

Não achei que fosse um ‘romance espírita’, ficou parecendo bem mais um suspense, no fim das contas. A sinopse mesmo fala de uma série de acontecimentos que parecem ser coincidências, mas  acabam se mostrando a trama do destino, fatal e certeiro.

“A história, que começa em meados da década de 80, mostra como a espiritualidade pode interferir em nossa vida terrena e nos ensina que as casualidades, sincronicidades e coincidências nada mais são do que a aplicação das leis cósmicas e perfeitas que Deus criou para nos auxiliar na trajetória da nossa evolução.
A falta de conhecimento sobre a espiritualidade, no entanto, muitas vezes impede que tenhamos uma visão mais real da vida e do quanto ela é generosa, sempre favorecendo o nosso crescimento. Afinal, a vida colabora com nosso desenvolvimento, mas exige que cada um faça a sua parte.”

O livro é narrado por vários personagens ao longo do livro e pra mim isso foi um ponto bem positivo; só que havia momentos que essa troca era feita sem “aviso prévio”, você meio que tinha que adivinhar que aquela fala não era de certo personagem. Houve alguns erros de revisão, que não me incomodaram em absoluto, por que eu me via presa à história e cada capítulo que vinha eu falava “ah, só mais um e eu durmo... só mais unzinho!”. Gostei muito da diagramação, tamanho da letra etc.
Apesar de parecer que tem uma mensagem religiosa forte, o livro é mais sobre encontrar a si mesmo e perdoar a si e aos outros. Foi mais um livro nacional que veio pra me dizer: olha aí quanto talento nesse Brasil. Recomendo e achei MUITO BOM!


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