23 de mai de 2012
Não, não é uma miragem... É nova resenha no BBL :O
Título original: Delirium
Editora: Intrínseca
Autora: Lauren Oliver
ISBN: 9788580571646
2012, 1ª edição, 342 páginas


Distopia. Você já ouviu falar? É utopia, só que ao contrário.
Antes de começar a resenha, veja como a Iris, do Literalmente Falando, define esse “gênero” literário que vem bombando ultimamente:
“"Distopia" também pode ser chamado de "antiutopia". Ou seja, se utopia é uma civilização ideal, a antiutopia, ou distopia, é o contrário disso. Em um primeiro momento, a sociedade distópica parece ideal e ela pode ocorrer num futuro ou em um presente/passado paralelo. Em uma distopia, há sempre alguém controlando tudo - seja uma organização ou o próprio Estado. As regras ditadas são rígidas e parecem ter sido criadas para o bem comum, mas no decorrer da história, percebemos que elas só favorecem uma minoria e segregam a maioria. Distopias geralmente tratam sobre controle e são alegorias à nossa sociedade. As obras distópicas sempre trazem um questionamento sobre nossos valores sociais e políticos, mesmo que eles sejam refletidos numa sociedade completamente diferente da nossa.” fonte: http://www.literalmentefalando.com.br/2012/04/o-que-e-distopia.html
Pois bem. Em Delírio, Lauren Oliver cria uma sociedade distópica que foi levada a crer que o amor é uma doença (amor deliria nervosa). O tema “amor” e o gênero distópico tinham tudo pra NÃO dar certo, né? Mas essa ideia de Lauren até que convenceu. A protagonista (e narradora, grrr, não curto muito livros totalmente em primeira pessoa – acho que reduz a visão panorâmica do leitor) é Lena, que na realidade não tem nada demais, nada especial. Espera ansiosamente pelo dia do seu nome (A Guerra dos Tronos feelings =x), dos seus 18 anos, que é quando será curada do amor, para sempre.
Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?
Delírio é o primeiro livro de uma série, então por isso achei bem raso... como se fosse uma introdução. E o livro começa leeento, lento; Lena é insossa, submissa e fraca no início e vai tornando-se mais independente, forte e impositiva a cada capítulo.
Apesar de ser distópico, o livro acaba sendo mais voltando para o romance mesmo. E nem é uma coisa tão ruim. Mas acho que estava esperando tanto dele, mas tanto... que no final não me senti tão arrebatada. O fim deixa a gente curioso? Deixa. Muito. Mas achei o desenvolvimento pobre.
A mensagem, no entanto, está lá. Pronta pra ser posta em prática.
Sonhe. Ame. Enquanto pode e o mais intensamente possível.

LAUREN OLIVER foi assistente editorial numa grande editora nova-iorquina. Formada pela Universidade de Chicago e mestre em Fine Arts pela Universidade de Nova York, dedica-se hoje integralmente a seus livros e a novos projetos editoriais — passa boa parte do tempo em trens, ônibus e aviões e escreve sem parar, no notebook ou em guardanapos. Vive no Brooklyn, que chama de “o lugar mais feliz da Terra”, tem dez tatuagens, gosta de cozinhar, bebe café demais e sempre exagera no ketchup.

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