3 de mar de 2012

Título original: The Vow
Editora: Novo Conceito
Autores: Kim Carpenter; Krickitt Carpenter
ISBN: 9788581630083
2012, 1ª edição, 144 páginas 

Vocês provavelmente já devem ter ouvido falar nesse livro ou no filme que foi baseado nele e na história real de Kim e Krickitt Carpenter. Vamos ver se vocês tem a mesma impressão que eu ao ler a sinopse...
A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a "Krickitt" com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.
Eu: “Ai, que massa! Vai ser uma narrativa super elaborada, de cortar o coração, estilo Nicholas Sparks, um romance daqueles”. E então? Vocês pensaram isso, também?
Bom, essa foi a expectativa.
A realidade: é isso aí que está na sinopse. Nada mais que isso (exceto alguns detalhes que vou discorrer sobre mais tarde). Sabe a sensação de que o livro passou o tempo todo descrevendo uma série de fatos com a finalidade de deixar você ciente deles, e pronto? Foi o que eu senti.
Não vou falar mais nada sobre a história em si, por que se eu for resumir um livro de 144 páginas, presumo que vocês nem precisem mais ler.
Para sempre é todo narrado por Kim Carpenter, como uma espécie de diário, uma coisa na qual ele apenas registra os acontecimentos, deixando a desejar no aprofundamento e nas descrições. Senti falta da Krickitt como narradora também, acredito que a ‘omissão’ dos sentimentos dela, mesmo que apenas para serem contados, contribuiu para que eu não me envolvesse tanto com a história e a maneira como ela foi narrada.
Outra coisa que me incomodou foi o tom de auto ajuda e grande carga de religiosidade, vamos dizer assim, no livro. Vamos dizer que o casal deu todos os créditos à fé e a Deus por tudo que aconteceu na vida deles. Eu não acho isso errado, mas foi tão repetido isso que acabei cansando dessa explicação.
Os personagens realmente passaram por muitas dificuldades, basta você ter sensibilidade suficientemente grande pra pensar além do que Kim escreve nas 144 páginas de Para sempre pra pensar no quanto eles conseguiram se superar pra continuar amando e construindo novas memórias pra uma vida a dois.
Vi-me completamente desinteressada na leitura no começo, pois apesar de eu gostar da casadinha muitanarrativa-poucodiálogo, o estilo de escrita não permite envolvimento, você tem que “assistir” de longe e ainda se sentir empático. Não rolou pra mim. Dei duas estrelas no skoob, o que significa Regular naquela classificação. E no Goodreads, 2 estrelas é “it was ok”. Será que outro estilo de narrativa não poderia ter explorado mais da capacidade que a história tem? Poderia ser até um pouco clichê se fosse só o filme, mas no livro, eu acharia legal de ler, se tivesse sido outro autor, quem sabe.
Quem gosta de auto ajuda, drama e do tema mostrado na sinopse, talvez goste desse livro. Não teve aquela química comigo, espero que entendam o que eu quis passar.
Vocês podem ler o primeiro capítulo AQUI.
P.S.: Pelo que eu vi do trailer do filme, é totalmente diferente.

Kim e Krickitt Carpenter moram em Farmington, no estado do Novo México. Sua história já apareceu nas revistas People, Readers Digest, Christian Digest, Dobsons Family News and Focus, nos jornais The New York Times e The Los Angeles Times, e em programas de televisão como The Oprah Winfrey Show, Dateline, Inside Edition, The Leeza Gibbons Show, The Sally Jesse Rafael Show, The Maury Povich Show, CNN News, the 700 Club, CBS Day and Date, the Family Channel, e até mesmo na MTV.

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