28 de mar de 2012

Título original: Sing me to sleep
Editora: Pandorga
Autora: Angela Morrison
ISBN: 9788561784133
2011, 1ª edição, 353 páginas 

Tive oportunidade de ler este livro com o Book tour realizado pelo blog Up Sagas (antigo booksworld) em parceria com a Pandorga, editora que lançou o livro no Brasil.
É um livro intenso e parcialmente baseado em algo que aconteceu de verdade, deixando a história com ainda mais apelo emocional pro leitor. E o plot é basicamente este: menina que se acha muito feia, sofre bullying na escola por isso e só tem um amigo como refúgio. A única coisa que realmente a faz feliz é cantar, o que ela faz muito bem por sinal.
Cante para eu dormir revelará a dura realidade da vida, a energia firme da amizade e mostrará que o verdadeiro amor transcende tudo. O livro conta a história de Beth, uma garota que sofre bullying e passa toda sua infância sendo rejeitada por sua aparência. As únicas pessoas a aceitá-la são sua mãe e seu melhor amigo, Scott. Mas tudo isso fica para trás quando ela é convidada para ser a vocalista do coral da escola e recebe a transformação que lhe dará a oportunidade de conhecer um amor que vai além de tudo, até mesmo da própria vida. Derek é tão lindo, tão doce, tão fantástico que Beth acha que não merece, mas quer experimentar, mesmo estando á milhas de distância. Porém, existem segredos não revelados entre eles. A história reúne as mais profundas emoções humanas: decepções, tristezas, alegrias, amores e paixão, muita paixão, que ficará gravada em cada coração por muito tempo, mesmo depois do término da leitura. 
A Fera. É como Beth é chamada na escola. Ela nutriu tanto a não crença na própria beleza que não acredita em si mesma nem para se aproximar do nerd e amigo desde o jardim de infância Scott, por quem ela vem descobrindo alguns sentimentos diferentes.
Por uma situação do destino, a linda voz de Beth (que vivia escondida nas músicas em conjunto) tem a oportunidade de cantar um solo no coro do qual ela faz parte. E por causa dessa música as meninas vão participar de um concurso na Suíça. E antes dessa viagem, a mãe da menina que não conseguiu cantar o solo que agora é de Beth decide transformar o Patinho feio num lindo cisne. E na Suíça, Beth encontra Derek, um solista de um dos melhores coros que se apaixonou pela voz de Beth.
Não conseguimos não nos apegar aos personagens... Beth é forte, e sua cabeça dura não diminuía sua sensibilidade ao sofrimento; cada ataque a ela era sentido na gente enquanto as páginas são viradas sozinhas. Scott é AQUELE amigo que ama a gente pelo que a gente é, que não liga pro que os outros PENSAM que as coisas são e sabe como são de verdade; aquele que vai estar sempre lá quando se precisa. Já Derek é aquilo que a gente chamaria de ‘passageiro’ à primeira vista, cheio de mistérios e pistas incoerentes, e que no fim derruba a gente de uma maneira dolorosa com seu segredo.
O triângulo amoroso aqui não é do tipo que a gente vira ‘TEAM-FULANO’, por que no fim sofremos tanto junto a Beth que entendemos o porquê seria tão difícil escolher, tão difícil ser feliz apenas com um... Mas mesmo assim, Derek me encantou demais.
A escrita de Angela Morrison é, assim como em todo o livro tem música, lírica, poética, musical, tocante. Gostaria de poder tocar as pessoas do modo que ela fez em Cante para eu dormir. Não se enganem, é um livro triste.
O fim do livro me deixou com aquela ânsia de choro, aquele espírito de procurar justiça. Por que as coisas tem de acontecer assim, afinal? É como minha mãe diz: “a vida sabe o que faz e a gente não sabe o que diz”. Embora em vez de “a vida” ela diga que Deus sabe o que faz kkkk, abafa.
Ah, sim... Tem muita influência religiosa nesse livro, também. Nada que atrapalhe, não me incomodei mesmo. Gostei demais e indico :)

No jardim de infância eu queria ser veterinária, ter dez filhos, e uma centena de gatos. Depois fui para a primeira série e aprendi a escrever. Demorou algumas décadas, mas eu estou vivendo o meu sonho e amando. Eu acabei com um marido maravilhoso, quatro filhos incríveis, e um neto. Nenhum gato. Depois de uma dúzia de anos ao redor do mundo, estamos felizes vivendo na extremidade do deserto de Sonora em Mesa, Arizona.

5 de mar de 2012

Título original: The night circus
Tradução: Claudio CarinaEditora: Intrínseca
Autora: Erin Mogenstern
ISBN: 9788580571608
2012, 1ª edição, 368 páginas

Alguns de vocês devem ter sentido a atmosfera de ‘frisson’ que O circo da noite, lançado hoje pela editora Intrínseca, causou nos bookaholics; Outros só ouviram falar de mágica, romance, batalha... Eu não diria que este livro seja para crianças, pois ele tem um apelo Young Adult bem forte, mas, ao mesmo tempo, não posso classificá-lo como fantasia, sobrenatural, romance... O circo da noite veio para desafiar-nos a lhe dar qualificações. Seja na sua estante, seja no seu coração. A impressão que ficou da obra de Erin, para mim, foi que o grande protagonista foi o circo. E hoje o circo simplesmente está lá. Quando ontem não estava.
Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um jogo ao qual apenas um deles sobreviverá.À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo. Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.

Le cirque de rêves, ou O circo dos sonhos, é um circo vitoriano em preto e branco que será palco da batalha para a qual Celia e Marco vem se preparando para travar desde a infância. O enredo deveria ser focado nessa batalha entre os dois magos, mas por algum motivo (acredito que não intencional) da autora, as melhores partes do livro são as que tem a ver estritamente com o circo; a razão pela qual a batalha existe e até mesmo suas regras ficam obscuras no livro até praticamente o final, e quando é para ser revelado é uma coisa tão simplória que me vi chocada de ser dada tanta atenção ao lado do desafio, da luta, entre os mágicos. Se não fosse pelos outros elementos da história, certamente eu odiaria o livro por este fato.
E ‘os outros elementos da história’ aos quais me refiro estão ligados ao circo dos sonhos. Um circo diferente, que abre quando a noite cai e fecha ao amanhecer... um ‘banquete para os sentidos’. Um circo que dá a cada visitante a oportunidade da criação de sensações únicas, pois a cada visita feita, sempre tem uma nova tenda para ver e a noite nunca será a mesma. A vida nunca será a mesma.
Os fatos são narrados em diferentes linhas de tempo, pois só assim uma história pode adentrar a principal para que o fim aconteça. É tão ‘lento’, num sentido positivo, que é como se você não percebesse que a história está mudando. É, literalmente, como mágica. Uma vez que todos os ângulos da história são revelados, a maioria dos acontecimentos vai fazendo sentido e só se dá conta mesmo depois de vários POV’S (point of views) explorados. É exatamente como mágica. Intrigante até o fim, mas quando se revela você se reprime com um amuado “mas é óbvio, por que não pensei nisso antes?”
Apesar de toda a capacidade que a história teve de ser brilhante, fiquei com a sensação de que teria sido melhor explorada por outras mãos, vamos dizer assim. Os adjetivos que Erin usou na maior parte da descrição do circo foram muito, muito clichês. É claro, foi fluido, passou a sensação que prometeu, mas não me acrescentou muito como leitora, entendem? As sentenças eram literais, mas não tão líricas.
Vamos aos protagonistas...
O que foi isso com Celia e Marco? Por que eles tinham que ser os principais, mesmo? O livro era pra ser sobre eles, em algum momento, mas acabei por não conhecê-los profundamente e, talvez por isso, o romance deles não tenha me convencido o suficiente pra dizer que a rapidez com que as coisas aconteceram foi justificável. E aqui ainda entra a questão da falta de lirismo e profundidade de Erin. Enfim, Celia e Marco, pra mim, foram tediosos.
Já os rêveurs (sonhadores), um grupo de pessoas que ama muito o circo e o segue para onde for, meio que ‘fundado’ por Herr Thiessen (que construiu uma das obras que encanta os visitantes do circo) é um pessoal que agradeço Erin por ter criado... Deu um toque diferente à história, não ficou ‘por aquilo mesmo’ existir um circo tão belo e fascinante.
Poppet, Widget e Bailey (dos quais não posso falar muito) também ganharam meu coração. Me peguei lembrando de Harry Potter nessas horas...
Tenho certeza de que não foi a primeira intenção da autora fazer com que gostássemos mais dos personagens secundários que dos principais, mas fazer o que.
Se você gostou do romance de Twilight/Crepúsculo, vai gostar do romance de O circo da noite. Foi claramente mais bem escrito, mas a situação de amor sem qualquer explicação real tá ali no mesmo aspecto. Enfim, o livro tem muito potencial. Apesar de todos os pontos negativos, o circo e os positivos me ganharam for good.
4 estrelas e favorito nele!

 
ERIN MORGENSTERN é escritora e artista multimídia e define seu trabalho como "conto de fadas de um jeito ou de outro". Erin mora em Massachusetts.

Extras
   
O kit da Intrínseca e até eu de Rêveur/Rêveuse, sei lá!

3 de mar de 2012

Título original: The Vow
Editora: Novo Conceito
Autores: Kim Carpenter; Krickitt Carpenter
ISBN: 9788581630083
2012, 1ª edição, 144 páginas 

Vocês provavelmente já devem ter ouvido falar nesse livro ou no filme que foi baseado nele e na história real de Kim e Krickitt Carpenter. Vamos ver se vocês tem a mesma impressão que eu ao ler a sinopse...
A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a "Krickitt" com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.
Eu: “Ai, que massa! Vai ser uma narrativa super elaborada, de cortar o coração, estilo Nicholas Sparks, um romance daqueles”. E então? Vocês pensaram isso, também?
Bom, essa foi a expectativa.
A realidade: é isso aí que está na sinopse. Nada mais que isso (exceto alguns detalhes que vou discorrer sobre mais tarde). Sabe a sensação de que o livro passou o tempo todo descrevendo uma série de fatos com a finalidade de deixar você ciente deles, e pronto? Foi o que eu senti.
Não vou falar mais nada sobre a história em si, por que se eu for resumir um livro de 144 páginas, presumo que vocês nem precisem mais ler.
Para sempre é todo narrado por Kim Carpenter, como uma espécie de diário, uma coisa na qual ele apenas registra os acontecimentos, deixando a desejar no aprofundamento e nas descrições. Senti falta da Krickitt como narradora também, acredito que a ‘omissão’ dos sentimentos dela, mesmo que apenas para serem contados, contribuiu para que eu não me envolvesse tanto com a história e a maneira como ela foi narrada.
Outra coisa que me incomodou foi o tom de auto ajuda e grande carga de religiosidade, vamos dizer assim, no livro. Vamos dizer que o casal deu todos os créditos à fé e a Deus por tudo que aconteceu na vida deles. Eu não acho isso errado, mas foi tão repetido isso que acabei cansando dessa explicação.
Os personagens realmente passaram por muitas dificuldades, basta você ter sensibilidade suficientemente grande pra pensar além do que Kim escreve nas 144 páginas de Para sempre pra pensar no quanto eles conseguiram se superar pra continuar amando e construindo novas memórias pra uma vida a dois.
Vi-me completamente desinteressada na leitura no começo, pois apesar de eu gostar da casadinha muitanarrativa-poucodiálogo, o estilo de escrita não permite envolvimento, você tem que “assistir” de longe e ainda se sentir empático. Não rolou pra mim. Dei duas estrelas no skoob, o que significa Regular naquela classificação. E no Goodreads, 2 estrelas é “it was ok”. Será que outro estilo de narrativa não poderia ter explorado mais da capacidade que a história tem? Poderia ser até um pouco clichê se fosse só o filme, mas no livro, eu acharia legal de ler, se tivesse sido outro autor, quem sabe.
Quem gosta de auto ajuda, drama e do tema mostrado na sinopse, talvez goste desse livro. Não teve aquela química comigo, espero que entendam o que eu quis passar.
Vocês podem ler o primeiro capítulo AQUI.
P.S.: Pelo que eu vi do trailer do filme, é totalmente diferente.

Kim e Krickitt Carpenter moram em Farmington, no estado do Novo México. Sua história já apareceu nas revistas People, Readers Digest, Christian Digest, Dobsons Family News and Focus, nos jornais The New York Times e The Los Angeles Times, e em programas de televisão como The Oprah Winfrey Show, Dateline, Inside Edition, The Leeza Gibbons Show, The Sally Jesse Rafael Show, The Maury Povich Show, CNN News, the 700 Club, CBS Day and Date, the Family Channel, e até mesmo na MTV.

2sleep