12 de fev de 2012

Título original: Suzanne's Diary for Nicholas Editora: Arqueiro
Autor: James Patterson
ISBN: 9788580410273
2011, 1ª edição 224 páginas


Antes de ler a sinopse desse livro, achava que o Nicolas do tal diário seria o protagonista, digo, o par romântico de Suzana. Ledo engano, pois se fosse assim, acho que me emocionaria muito menos. Vejamos:
Depois de quase um ano juntos, o poeta Matt Harrison acaba de romper com Katie Wilkinson. A jovem editora, que não tinha qualquer dúvida quanto ao amor que os unia, não consegue entender como um relacionamento tão perfeito pôde acabar tão de repente.Mas tudo está prestes a ser explicado. No dia seguinte ao rompimento, Katie encontra um pacote deixado por Matt na porta de sua casa. Dentro dele, um pequeno volume encadernado traz na capa cinco palavras, escritas com uma caligrafia que ela não reconhece: “Diário de Suzana para Nicolas”.Ao folhear aquelas páginas, Katie logo descobre que Suzana é uma jovem médica que, depois de sofrer um infarto, decidiu deixar para trás a correria de Boston e se mudar para um chalé na pacata ilha de Martha’s Vineyard. Foi lá que conheceu Matt. E lá nasceu o filho deles, Nicolas.Por que Matt teria lhe deixado aquele diário? Agora, confusa e sofrendo pelo fim do relacionamento, é nas palavras de outra mulher que Katie buscará as respostas para sua vida.O diário de Suzana para Nicolas é uma história de amor que se constrói ao virar de cada página. Cada revelação é mais uma nuance sobre seus personagens. Cada descoberta é um fio a mais a ligar vidas que o destino entrelaçou.
Como a maioria de vocês deve saber, James Patterson é muito conhecido por suas obras de suspense e romance policial. Nunca imaginava que ele tinha escrito uma obra tão romance-de-fazer-chorar e com umas doses de clichê bem medidas.
Mas se eu pensava que ele iria querer deixar de lado tudo o que remete ao suspense, me enganei demais. O drama que é O diário de Suzana para Nicolas é todo marcado de fatos novos que vão montando um quebra cabeças aos poucos. Você vê uma imagem agora, mas daqui a pouco uma nova peça surge e o cenário muda totalmente.
O livro alterna a narrativa entre 1ª e 3ª pessoas, super bem diagramado com as partes que são do “Diário”, onde Suzana é quem narra quase todo tempo, e as partes de “Katie”, que é como ela reage à medida que lê o diário da mulher do seu amado Matt. Pra mim, o ritmo fluiu quase que constantemente, os capítulos nunca tem mais de 2 páginas cada e isso faz a leitura correr tanto que na hora que você disser “só mais um capítulo e vou comer; só mais unzinho e vou pro ponto de ônibus”, BAM, você já tem lido uns 5.
Se isso serve de algum parâmetro, assim como em ‘A Passagem’, eu quase choro lendo O diário de Suzana para Nicolas... e, óbvio, não posso contar a vocês o porquê. Talvez tenha faltado um pouco de sentimentalismo na narrativa de James, mas não na história. Se é que vocês me entendem ou se é que isto é possível. Tinha momentos (principalmente esses que mais mexem com o leitor e com Katie) que eu sentia falta de mais descrição pro sofrimento dela. Não que a descrição que está lá não dê um panorama daquilo pelo que ela estava passando, não mesmo, fui empática com ela em muitas dessas passagens, mas pelo fato de o livro ser tão curtinho dava a impressão de ser superficial.
Apesar dos clichês e de eu não saber qual personagem gostar mais todo o tempo, esse é um livro que recomendo demais. Principalmente pra quem gosta de romance e drama. Li tão de uma vez que nem peguei quotes pra mostrar a vocês. Mas é muito lindo, muito bem traduzido e revisado, apesar da capa que não faz jus à beleza da obra (mas que remete ao lugar em que Matt e Suzana moravam). Não é uma sorte eu poder ter lido esse livro? Vou tentar assistir ao filme, lançado aqui no Brasil há uns 7 anos, se não me engano. Deve emocionar muito também.

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Com 230 milhões de livros vendidos em mais de 100 países, James Patterson é um dos maiores escritores do mundo. Recordista de presença na lista de mais vendidos do The New York Times, é autor das consagradas séries Alex Cross e Clube das Mulheres contra o Crime.

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