28 de fev de 2012
Oi, pessoal!
Vamos conhecer mais uma estante linda hoje?
A Lu Feres, do blog Mulher Gosta de Falar lembrou de enviar as fotos, yay!
Espero que vocês gostem de espiar a estante dela por que eu AMEI, é linda, Lu!
Obrigada por participar, significa muito <3
Quer mostrar sua estante também? Envie as fotos para blackbirdlonely@gmail.com 

Eu não tenho categorias como Lidos e Não lidos. Simplesmente arrumo por tamanho e as vezes, por tamanho e cor (os pretos com os pretos, os azuis perto de azuis ou afins), hahaha. 






Sua estante é LINDA, Lu!
Parabéns e que ela cresça muito mais!
Beijos

19 de fev de 2012

Título original: We need to talk about Kevin
Tradução: Beth Vieira e Vera Ribeiro Editora: Intrínseca
Autor: Lionel Shriver
ISBN: 978-85-8057-150-9
2012, edição especial capa filme, 464 páginas


Sempre fui interessada em ler “Precisamos falar sobre o Kevin” por que a capa original me atraiu desde o lançamento; a edição especial com capa do filme é até simplória e bonita, mas a original tem meu coração. O desejo de ler esse livro permaneceu e ficou mais forte quando li a sinopse:
Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio dos subúrbios de Nova York –, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos. Arquitetou um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional “onde foi que eu errei?” a narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos

A bem verdade, sou fã de livros, músicas, filmes, peças de teatro, dança ou qualquer manifestação artística que falem sobre distúrbios psicológicos, de construção ou desconstrução de uma mente genial ou maligna; das tentativas de explicar o que leva uma pessoa a se matar ou matar outrem, por exemplo. Só pra citar alguns exemplos que me chamam a atenção no contexto: o seriado Dexter (serial killer), o filme Black Swan (thriller psicológico), por que não dizer, o Dr. House (por que se ele não é uma pessoa irônica e sarcástica totalmente afetada pela vida, o que sou eu, God?) e, agora, o meu querido Kevin Katchadourian, KK.
Explorar o lado obscuro dos personagens e, como diz Tyrion, gostar dos “cripples, bastards and broken things” parece ser uma parte já inseparável de mim. Portanto uma das coisas que você precisa saber sobre essa leitura é que ela não é para todos. Nem todo mundo gosta de narrativas densas e angustiantes na qual uma mãe parece odiar o filho que acabou de sair de dentro dela após um trabalho de ‘não-parto’ de 37 horas em que ela parecia resistir à vinda do bebê. Nem toda mãe leitora dessa obra de Lionel Shriver vai concordar que a maternidade, talvez, não seja tão mágica quanto parece. E isso não soa feminista, nesse caso. Eu concordo com muitos dos pontos negativos de ser mãe citados por Eva. A questão é que ela em alguns momentos quer ter um filho por que está “entediada” com seu modo de viver. Ela acreditava que iria passar por todas as experiências incríveis que a maternidade traria ‘de graça’ para sua vida.  Se a ‘loucura’ de Eva se resumisse a isso, daria pra passar. Mas depois ela simplesmente não quer ter um filho e começa a se odiar por estar grávida e sentir medo de não poder amar seu filho como deveria, de não ser uma mãe normal.
Acabou que esse medo todo veio à tona em forma de Kevin.
O guri era, sem dúvidas, malvado. Entenda a intensidade da palavra que empreguei: eu não disse que ele era detestável (apesar desse adjetivo ser mais impactante), por que eu não detestei Kevin. Desde que nasceu, Kevin, assim como Eva, parece pressentir que ele e a mãe tem algo pra resolver. Totalmente dissimulado, o garoto é um rapazinho aparentemente normal e feliz quando o pai, Franklin, chega em casa. Mas quando tem que passar momentos a sós com Eva, é o Kevin que finge que não sabe falar nem ir ao banheiro sozinho que aparece. Aquele que parece querer dizer à mãe que ela é uma inútil até para lhe ensinar o que vem depois do 3.
Não se enganem. O pequeno Kevin é um gênio. Quando ficava entediado com as atividades que a mãemãe o fazia repetir, simplesmente contava de 1 a 100 ininterruptamente pra acabar com as coisas bestas mais rápido.
Sei que essa resenha, agora, devia tomar o rumo de como a história de Lionel pode fazer você querer jogar o livro pela janela, mas tenho que dizer mais uma coisa: sei que a narrativa de 1ª pessoa com Eva pode deixar a gente um pouco “no cabresto” com relação à maldade inata de Kevin, mas acho que faltou um pouco de empenho por parte dela, sim. No fim, mãe e filho não são iguais só na aparência. Necessitavam da atenção um do outro e a história é de amor e ódio dos dois, além de tudo.
A linguagem utilizada por Lionel não é a que estamos acostumados a ler nem nos Best-sellers, quanto mais nos correntes YA books e romances mais contemporâneos. Não é nada como clássicos de 100 anos atrás, mas temos uma pancada de palavras que, confesso, não soube o significado nem no contexto, só conseguia distinguir se era negativa ou não. A tradução não tinha como não deixar algumas características da história passarem, uma vez que algumas coisas só podiam fazer o total sentido se estivessem na língua inglesa; mas mesmo assim, os trabalhos de tradução e revisão foram realmente muito bons.
Sendo narrado por Eva em missivas ao ausente Franklin, acredito que não fosse tão praticável a ambientação que ela fazia das memórias, como se Franklin também não tivesse estado lá. É claro que nós, leitores, precisamos de mais detalhes e explicações, mas Franklin era o marido dela, afinal, muitas daquelas coisas não eram tão segredo assim pra ele. Isso só não chega a ser um ponto negativo por que a finalidade das cartas não foi atingida (e isso é tudo que posso dizer), então foi mais como um desabafo pra ela mesma que para Franklin.
Reconheço que algumas partes foram “previsíveis”, mas a construção de Kevin e as maldades dele foram provas extremamente deliciosas de se admirar na obra de Shriver. Não me tomem como doente, quem for ler este livro também o contemplará tanto quanto eu se gostar dos aspectos de psicologia e do lado obscuro da alma humana como já disse anteriormente.
Depois de ler a última linha das 464 páginas de Precisamos falar sobre o Kevin, talvez você, como eu, não se sinta totalmente convencido. Mas também não ia querer se sentir. É a estranheza do quase final feliz que deixa a gente se remexendo pra querer falar sobre o Kevin depois. Muito recomendado. Cinco estrelas e favorito para um Best seller diferente, e talvez por isso, muitíssimo bom.
Ah, assistam ao filme, também! SHOW.
Desculpem a resenha quilométrica, mas ainda não fiz jus ao livro.


Criada numa família extremamente religiosa, Lionel Shriver já havia publicado seis romances antes do best-seller Precisamos falar sobre o Kevin. Este, que foi recusado por trinta editoras, rendeu-lhe o Prêmio Orange, na Grã-Bretanha, em 2005, concedido apenas a escritoras.Colunista do jornal The Guardian, ela também já colaborou para The Wall Street JournalThe Independent The Economist. Viveu em Nairóbi e Bangcoc, mudando-se depois para o Reino Unido. Passou doze anos em Belfast, na Irlanda do Norte, e oito em Londres, onde mora.

14 de fev de 2012

Hey, pessoas! Olha só quem vai mostrar sua estante hoje: Gabi Wegner, do blog Meninas e Seus Livros.
Ela colocou na foto a descrição de cada parte: Lidos, não lidos, etc. Tinha uma foto com surpresas pra o Clube do Livro que ela participa, mas deu algum erro inexplicável aqui. Tento colocar mais tarde.
Obrigada por mostrar sua estante, Gabi, que ela cresça mais e mais!
Quer mostrar a sua também? Mande um email com as fotos para blackbirdlonely@gmail.com





12 de fev de 2012

Título original: Suzanne's Diary for Nicholas Editora: Arqueiro
Autor: James Patterson
ISBN: 9788580410273
2011, 1ª edição 224 páginas


Antes de ler a sinopse desse livro, achava que o Nicolas do tal diário seria o protagonista, digo, o par romântico de Suzana. Ledo engano, pois se fosse assim, acho que me emocionaria muito menos. Vejamos:
Depois de quase um ano juntos, o poeta Matt Harrison acaba de romper com Katie Wilkinson. A jovem editora, que não tinha qualquer dúvida quanto ao amor que os unia, não consegue entender como um relacionamento tão perfeito pôde acabar tão de repente.Mas tudo está prestes a ser explicado. No dia seguinte ao rompimento, Katie encontra um pacote deixado por Matt na porta de sua casa. Dentro dele, um pequeno volume encadernado traz na capa cinco palavras, escritas com uma caligrafia que ela não reconhece: “Diário de Suzana para Nicolas”.Ao folhear aquelas páginas, Katie logo descobre que Suzana é uma jovem médica que, depois de sofrer um infarto, decidiu deixar para trás a correria de Boston e se mudar para um chalé na pacata ilha de Martha’s Vineyard. Foi lá que conheceu Matt. E lá nasceu o filho deles, Nicolas.Por que Matt teria lhe deixado aquele diário? Agora, confusa e sofrendo pelo fim do relacionamento, é nas palavras de outra mulher que Katie buscará as respostas para sua vida.O diário de Suzana para Nicolas é uma história de amor que se constrói ao virar de cada página. Cada revelação é mais uma nuance sobre seus personagens. Cada descoberta é um fio a mais a ligar vidas que o destino entrelaçou.
Como a maioria de vocês deve saber, James Patterson é muito conhecido por suas obras de suspense e romance policial. Nunca imaginava que ele tinha escrito uma obra tão romance-de-fazer-chorar e com umas doses de clichê bem medidas.
Mas se eu pensava que ele iria querer deixar de lado tudo o que remete ao suspense, me enganei demais. O drama que é O diário de Suzana para Nicolas é todo marcado de fatos novos que vão montando um quebra cabeças aos poucos. Você vê uma imagem agora, mas daqui a pouco uma nova peça surge e o cenário muda totalmente.
O livro alterna a narrativa entre 1ª e 3ª pessoas, super bem diagramado com as partes que são do “Diário”, onde Suzana é quem narra quase todo tempo, e as partes de “Katie”, que é como ela reage à medida que lê o diário da mulher do seu amado Matt. Pra mim, o ritmo fluiu quase que constantemente, os capítulos nunca tem mais de 2 páginas cada e isso faz a leitura correr tanto que na hora que você disser “só mais um capítulo e vou comer; só mais unzinho e vou pro ponto de ônibus”, BAM, você já tem lido uns 5.
Se isso serve de algum parâmetro, assim como em ‘A Passagem’, eu quase choro lendo O diário de Suzana para Nicolas... e, óbvio, não posso contar a vocês o porquê. Talvez tenha faltado um pouco de sentimentalismo na narrativa de James, mas não na história. Se é que vocês me entendem ou se é que isto é possível. Tinha momentos (principalmente esses que mais mexem com o leitor e com Katie) que eu sentia falta de mais descrição pro sofrimento dela. Não que a descrição que está lá não dê um panorama daquilo pelo que ela estava passando, não mesmo, fui empática com ela em muitas dessas passagens, mas pelo fato de o livro ser tão curtinho dava a impressão de ser superficial.
Apesar dos clichês e de eu não saber qual personagem gostar mais todo o tempo, esse é um livro que recomendo demais. Principalmente pra quem gosta de romance e drama. Li tão de uma vez que nem peguei quotes pra mostrar a vocês. Mas é muito lindo, muito bem traduzido e revisado, apesar da capa que não faz jus à beleza da obra (mas que remete ao lugar em que Matt e Suzana moravam). Não é uma sorte eu poder ter lido esse livro? Vou tentar assistir ao filme, lançado aqui no Brasil há uns 7 anos, se não me engano. Deve emocionar muito também.

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Com 230 milhões de livros vendidos em mais de 100 países, James Patterson é um dos maiores escritores do mundo. Recordista de presença na lista de mais vendidos do The New York Times, é autor das consagradas séries Alex Cross e Clube das Mulheres contra o Crime.

8 de fev de 2012

Título original:
The Passage Editora: Sextante
Autor: Justin Cronin
Tradução: Ivanir Calado
ISBN: 9788599296820
2010, 1ª edição, 816 páginas Compare e compre: 



Olá, pessoas! Hoje é dia de resenha de um livro que conheci através da Ba do indeath.com.br. Eis que estou no twitter, num dia normal, e essa doidinha começa a SURTAR com A Passagem. A primeira coisa que fiz foi procurar saber sobre o que era e, adivinhem? Vampiros, fim do mundo, tudo junto *-* A segunda coisa que fiz (imediatamente depois, diga-se de Passagem – piadinha inútil haha) foi dar um jeito de ter esse livro! Não solicitei à Arqueiro, troquei no Skoob e correu tudo extremamente bem.
A Passagem é o primeiro livro de uma trilogia (The Passage, The Twelve e The City Of Mirrors), vejam a sinopse:
Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue.Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite, a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador.Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior. Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse.Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.

Então, pra testar esse vírus secreto, foram usados caras que foram sentenciados à morte. Imagina, você sabe que vai morrer daqui a uns dias, meses, quem sabe, e alguém chega e te diz que pode te salvar daquilo. Será outra vida, como se eles tivessem mesmo sido mortos.
Só que além desses 12 caras usados no experimento militar, uma menina abandonada pela mãe, absolutamente sem nenhuma família ou ligações parentescas distantes (o tipo de pessoa que os militares procuram para a experiência) também é usada. O vírus colocado em Amy é uma evolução e melhoramento das últimas 12 tentativas, e ela acaba por ser diferente. Aquela que está à frente e atrás do Zero. Igual mas diferente.
Mas o abandono de Amy e a parte dos experimentos são só o início desse calhamaço de 816 páginas. A estória transcende décadas e o mundo como conhecemos hoje (ou, no caso do livro, em 2014 – ano do início da experiência militar) já não existe mais.
Alguns humanos sobrevivem num abrigo que o exército tinha construído para salvar a humanidade dos monstros que ele mesmo criou. Um deles é Peter, que vai descobrir uma força ao longo do livro que nem ele sabia que tinha. Sempre achando ser aquele que vive à sombra do irmão, Theo, Peter é um daqueles que a gente quer arrancar das páginas e balançar no colo.
Longe de ser um desses sobrenaturais que estamos acostumados a ler atualmente, com uma apelação para o público mais jovem, A Passagem é um livro muito denso e intrigante. A linguagem não é difícil e o estilo mais descritivo do autor talvez não agrade a todos, mas pra mim foi quase impossível de largar o livro até terminar. E assim que você termina tem que dar um tempinho aos neurônios porque a mensagem fica lá martelando na sua cabeça: quem sou eu? quem sou eu? quem sou eu?
Ver as prioridades que o novo estilo de sociedade que se desenvolve depois da catástrofe com os fumaças/virais/dracs/vampiros também faz a gente pensar em vários aspectos da vida que levamos hoje. Tudo o que prezamos e achamos importante, será mesmo tão imprescindível? Será que todas essas crenças, rituais em datas comemorativas, enfim... será que sem isso a humanidade não teria bases suficientemente fortes para continuar vivendo e transformando hierarquias, leis, “mandamentos”...?
Esses seres que nasceram do experimento, com sede de sangue e baixa tolerância ao sol, só tem isso de semelhante aos vampiros que você está acostumado (ou não, já que tem gente que não gosta de nada que tenha vampiros no meio) a ver por aí. Se você faz parte desse último grupo, o que não gosta de caninos avantajados, dê uma chance à Passagem. Garanto que não se arrependerá. Apesar de você não saber qual o sentimento ter em relação à história, aos personagens e ao autor na maioria do tempo (porque, sério, tem horas que você vai querer matar gente do livro, jogá-lo na privada, assassinar o autor, e depois você tá querendo que as coisas deem certo, sentindo pena, amor, é ainda assim não consegue parar de ler). Vai precisar nutrir uma grande força de vontade desde o início, porque essa leitura não é para todos. Como já disse... a carga de perturbação que esse livro traz para o leitor é bem pesada. É suspense do início ao fim, como a Ba disse: é um livro-catástrofe.
Devorei o livro, então não deu pra pegar tantos quotes quanto eu queria e, com certeza, o livro é cheio de ‘Passagens’ (olha a piadinha de novo) lindas que eu queria compartilhar com vocês.
Era uma vez uma menininha – disse Wolgast. – Menor do que você. O nome dela era Eva, e mãe e o pai dela a amavam muito (...) E então aconteceu uma coisa. Foi o coração. O coração dela, veja só – ele mostrou o lugar no peito onde o coração ficava – começou a encolher. Enquanto o corpo dela crescia, o coração, não. E então o resto do corpinho dela parou de crescer também. Ele teria dado seu coração a ela se pudesse, porque, na verdade, já era dela. Sempre havia sido e sempre seria. Mas não podia fazer isso, não podia fazer nada, ninguém podia, e, quando ela morreu, ele morreu com ela. O homem que ele era se foi. E o homem e a mulher não podiam mais se amar, porque agora seu amor não passava de tristeza e saudade da menininha (...) E então você veio, Amy. Então encontrei você. Está vendo? Foi como se ela tivesse voltado pra mim. Volte, Amy. Volte, volte, volte.
Ele ergueu o rosto. Abriu os olhos.
E Amy abriu os dela, também.

Não sou de chorar lendo, mas essa ‘passagem’ (não resisto!) me fez quase derramar umas lágrimas. Foi muito difícil pra mim resenhar esse livro, tanto porque gostei demais, quanto porque não poderia contar muita coisa nem que quisesse. Olha o tamanho que isso ficou! É super complexa a estória, então tem que ler! =D Vou sofrer esperando ‘Os doze’ ainda :/ Mas não me arrependo nadica de nada e recomendo MUITO esse livro. Todo o mundo devia ler. *-* Ah, A Passagem vai virar filme, viu?! Louca pra ver essa adaptação, já!
Adicione no Skoob 

Justin Cronin nasceu e foi criado na Nova Inglaterra. Concluiu a graduação em Harvard e hoje é professor da Rice University. Vencedor do PEN/Hemingway em 2002 com Mary and O’Neil, é também autor de The Summer Guest, lançado em 2004. Suas obras de ficção lhe renderam, ainda, os prêmios Stephen Crane, Whiting Writers’ e Pew Fellowship. A passagem, primeiro livro de uma trilogia, marca um novo momento em sua carreira e teve os direitos de adaptação para o cinema adquiridos pela Fox 2000. A história chegará às telas com direção de Ridley Scott. Cronin mora em Houston, no Texas, com a esposa e os filhos.

5 de fev de 2012
Eaí, pessoas!
É minha primeira vez aqui em vídeo *TODOS SURTA*. Espero não ter falado muita besteira. Enjoy! =]



Livros:

Eu li: O diário de Suzana para Nicolas, James Patterson (cortesia Ed. Arqueiro)
Estou lendo: Crime e Castigo, Dostoiévski (cortesia Ed. Martin Claret)

Beijo para Tathy, do Eu Sou Assim.

 


4 de fev de 2012
Oi, gente!
Hoje venho trazer uma nova coluna pra vocês: Show Your Bookshelf, que dá no mesmo que "Mostre sua estante". Pra estrear, mostro a vocês a estante da minha humilde residência hahaha. Estão faltando uns 20 livros que estão emprestados, e, ainda assim, não tenho tantos livros quanto queria. Vocês, mais do que ninguém, me entendem =]
Enjoy :]

Instrumentos Mortais, Jorge Amado, Douglas Adams, Rick Riordan...
George R. R. Martin, Justin Cronin, Stieg Larsson...
A menina que roubava livros, alguns de vampiro, Khaled Hosseini, Laurentino Gomes e Eduardo Spohr <3
J. K. Rowling, Emily Brontë, Shakespeare, vários nacionais, Saint Exupery...
Os repetidos de Crepúsculo, Marian Keyes, Machado de Assis...
Jane Austen, Vanessa Bosso, Sidney Sheldon, C. S. Lewis...

E então? Gostaram? Se tiver afim de participar, por favor, envia tuas fotos pra blackbirdlonely@gmail.com. Até a próxima!

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