25 de jan de 2012

Título original: MAN SOM HATAR KVINNOR (LES HOMMES QUI N'AIMAIENT PAS LES FEMMES)
Editora: Companhia das Letras
Autor: Stieg Larsson
Tradução: Paulo Neves
ISBN: 9788535920031 (edição econômica, sem orelhas)
2011, 4ª edição, 528 páginas Compare e compre: 

Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou. Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger, e que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois.... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Essa sinopse da editora já dá a ideia geral do livro. Os homens que não amavam as mulheres é o primeiro volume de uma trilogia Cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas: a Trilogia Millenium. Muita gente já ouviu falar nessa obra de Stieg Larsson, mas poucos sabem as razões para ela ser tão bem recomendada. Aos 50 anos, Larsson morreu de um infarto, logo após ter entregue a Trilogia Millenium à editora. Uma pena ele não ter visto o sucesso que seus livros fizeram ao redor do mundo.
Antes de qualquer coisa, fique ciente de que este livro contém ingredientes perturbadores. Se você não gosta de livros mais pesados, não considere Os homens que não amavam as mulheres, que nos mostra incesto, abuso sexual/estupro, sadismo, violência contra crianças e mulheres, uma pitada de nazismo e neofacismo, psicose, pensamento burguês, corrupção, conspirações familiares, abuso de poder, violação de privacidade, enfim...
O livro é pouco diálogo, muita narrativa e isso, na verdade, é bom, por que o autor carrega a trama de maneira a não deixar que o leitor espere algo apenas daquela cena. O início do livro é interessante, mas o autor deixa o ritmo cair um pouco até chegar às quase 100 páginas. A partir daí a gente não consegue deixar de lado. Teria tudo pra ser mais um livro policial que você vai ler na vida, se não houvesse uma hacker chamada Lisbeth Salander pra eletrizar as coisas. É o melhor personagem do livro, sem sombra de dúvidas. Ainda quero descobrir (provavelmente nos próximos volumes) como foi que ela se tornou do jeito que é. Inteligente, decidida, forte, independente e corajosa. A personagem mais corajosa da obra. Passou por muito sofrimento e se tornou o tipo de pessoa que é classificada como psicótica por não se encaixar na sociedade “como deveria”. Anoréxica, com corpo de criança, utilitária de sexo e drogas como porta de escape, Lisbeth é o tipo de gênio que queremos saber qual próximo passo será dado. E o maior trunfo deste livro, é claro.
O filme sueco baseado neste livro ficou bastante bom. Do jeito que é pra ser. Forte e impactante. Sei que aqui não é pra ser uma review do filme, mas acho que a Lisbeth do filme deveria ser só um pouco mais introspectiva. Se, como no livro, ela falasse menos, eu gostaria mais dela. Quero ver agora a versão americana, que chega dia 28 de janeiro aqui no Brasil.
Não deixem de ler este livro se o estilo te atrai. É 5 estrelas e favorito.
"Os homens que não amavam as mulheres é uma fascinante e assustadora aventura vivida por um veterano jornalista e uma jovem e genial hacker cujo comportamento social beira o autismo. A riqueza dos personagens, a narrativa ágil e inteligente e os surpreendentes desdobramentos da história formam um conjunto magnífico e revelam Stieg Larsson como um grande mestre da literatura de suspense." - Luiz Alfredo Garcia-Roza
"O problema com Larsson é que, se a gente se aventura e entra na história, está perdido: não tem mais como largar o livro. Talvez seja porque os protagonistas são animados por uma paixão que é muito parecida com a que motiva a curiosidade (grande ou pequena) de todos nós: os dois, o jornalista bem-sucedido e a adorável jovem hacker (punk de corpo e espírito), são indivíduos sem família (ou quase), decididos a desvendar, justamente, um segredo de família." - Contardo Calligaris
"O alvoroço em torno do romance é plenamente justificado. Seu desempenho é excelente em todos os quesitos - personagem, história, atmosfera." - The Times
"O jornalista e a hacker são criações geniais. Um romance surpreendente, cheio de paixão e sutil perspicácia ao retratar mentes corruptas e degeneradas." -The Observer   


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P.S.: Vocês que já viram na pré-estreia, e aí?!

Stieg Larsson nasceu em Skelleftehamn, na Suécia, em 1954. Foi um dos mais influentes jornalistas e ativistas políticos de seu país e trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofacistas e racistas. É co-autor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país. Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte. Em 2004, aos cinqüenta anos, pouco após entregar aos seus editores a trilogia Millennium, morreu, vítima de um ataque cardíaco.

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