25 de jan de 2012

Título original: MAN SOM HATAR KVINNOR (LES HOMMES QUI N'AIMAIENT PAS LES FEMMES)
Editora: Companhia das Letras
Autor: Stieg Larsson
Tradução: Paulo Neves
ISBN: 9788535920031 (edição econômica, sem orelhas)
2011, 4ª edição, 528 páginas Compare e compre: 

Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou. Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger, e que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois.... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Essa sinopse da editora já dá a ideia geral do livro. Os homens que não amavam as mulheres é o primeiro volume de uma trilogia Cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas: a Trilogia Millenium. Muita gente já ouviu falar nessa obra de Stieg Larsson, mas poucos sabem as razões para ela ser tão bem recomendada. Aos 50 anos, Larsson morreu de um infarto, logo após ter entregue a Trilogia Millenium à editora. Uma pena ele não ter visto o sucesso que seus livros fizeram ao redor do mundo.
Antes de qualquer coisa, fique ciente de que este livro contém ingredientes perturbadores. Se você não gosta de livros mais pesados, não considere Os homens que não amavam as mulheres, que nos mostra incesto, abuso sexual/estupro, sadismo, violência contra crianças e mulheres, uma pitada de nazismo e neofacismo, psicose, pensamento burguês, corrupção, conspirações familiares, abuso de poder, violação de privacidade, enfim...
O livro é pouco diálogo, muita narrativa e isso, na verdade, é bom, por que o autor carrega a trama de maneira a não deixar que o leitor espere algo apenas daquela cena. O início do livro é interessante, mas o autor deixa o ritmo cair um pouco até chegar às quase 100 páginas. A partir daí a gente não consegue deixar de lado. Teria tudo pra ser mais um livro policial que você vai ler na vida, se não houvesse uma hacker chamada Lisbeth Salander pra eletrizar as coisas. É o melhor personagem do livro, sem sombra de dúvidas. Ainda quero descobrir (provavelmente nos próximos volumes) como foi que ela se tornou do jeito que é. Inteligente, decidida, forte, independente e corajosa. A personagem mais corajosa da obra. Passou por muito sofrimento e se tornou o tipo de pessoa que é classificada como psicótica por não se encaixar na sociedade “como deveria”. Anoréxica, com corpo de criança, utilitária de sexo e drogas como porta de escape, Lisbeth é o tipo de gênio que queremos saber qual próximo passo será dado. E o maior trunfo deste livro, é claro.
O filme sueco baseado neste livro ficou bastante bom. Do jeito que é pra ser. Forte e impactante. Sei que aqui não é pra ser uma review do filme, mas acho que a Lisbeth do filme deveria ser só um pouco mais introspectiva. Se, como no livro, ela falasse menos, eu gostaria mais dela. Quero ver agora a versão americana, que chega dia 28 de janeiro aqui no Brasil.
Não deixem de ler este livro se o estilo te atrai. É 5 estrelas e favorito.
"Os homens que não amavam as mulheres é uma fascinante e assustadora aventura vivida por um veterano jornalista e uma jovem e genial hacker cujo comportamento social beira o autismo. A riqueza dos personagens, a narrativa ágil e inteligente e os surpreendentes desdobramentos da história formam um conjunto magnífico e revelam Stieg Larsson como um grande mestre da literatura de suspense." - Luiz Alfredo Garcia-Roza
"O problema com Larsson é que, se a gente se aventura e entra na história, está perdido: não tem mais como largar o livro. Talvez seja porque os protagonistas são animados por uma paixão que é muito parecida com a que motiva a curiosidade (grande ou pequena) de todos nós: os dois, o jornalista bem-sucedido e a adorável jovem hacker (punk de corpo e espírito), são indivíduos sem família (ou quase), decididos a desvendar, justamente, um segredo de família." - Contardo Calligaris
"O alvoroço em torno do romance é plenamente justificado. Seu desempenho é excelente em todos os quesitos - personagem, história, atmosfera." - The Times
"O jornalista e a hacker são criações geniais. Um romance surpreendente, cheio de paixão e sutil perspicácia ao retratar mentes corruptas e degeneradas." -The Observer   


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P.S.: Vocês que já viram na pré-estreia, e aí?!

Stieg Larsson nasceu em Skelleftehamn, na Suécia, em 1954. Foi um dos mais influentes jornalistas e ativistas políticos de seu país e trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofacistas e racistas. É co-autor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país. Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte. Em 2004, aos cinqüenta anos, pouco após entregar aos seus editores a trilogia Millennium, morreu, vítima de um ataque cardíaco.

21 de jan de 2012

Título: Um dia
Editora: Intrínseca
Autor: David Nicholls
ISBN: 9788580570458
2011, 1ª edição, 416 páginas Compare e compre:
 
Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.


Sei que posso estar meio atrasada com a história de Dex e Emma, mas nunca é tarde demais para um bom livro, certo?
Um enredo real (até um certo ponto, se considerarmos o contexto), cheio de drama e bem diferente dos convencionais “garoto encontra garota” que estamos acostumados a ler atualmente. De início eu estava realmente achando pouco empolgante e me arrastei demais até começar a apreciar cada 15 de julho que Em e Dex passaram desde 1988.
As situações em que os personagens se encontram são realistas, no fundo; mas achei os próprios personagens um pouco forçados, suas personalidades tem tantas características extremas e opostas: como Dexter ser um idiota nascido em berço de ouro que se acha muito (além de o filho da mãe – sorry a obviedade – ser bonito pra caramba, o típico cara que faz tudo sem se preocupar com o futuro e acha que o mundo gira em torno de si mesmo) e Emma ser uma nerd, digo, mulher inteligente, que termina a graduação com louvor e acaba indo trabalhar com uma péssima companhia de teatro e depois numa lanchonete de comida mexicana ridícula, cheia de desconfianças no próprio potencial, se acha feia, gorda, etc e tal.
Depois de 1988 o único sentimento que pude nutrir pelos personagens foi raiva. Raiva porque eles não conseguiam chegar num consenso sobre aquilo que sentiam um pelo outro. A maior parte do tempo tiveram que se conformar que eram melhores amigos mesmo e era assim que se comportavam. Pelo menos Dexter. O idiota sempre fazia besteira e quando estava na pior dava um jeito de procurar por Emma, por que a bestona lá era a única que sempre estaria do lado dele (sim, se isto é estar na pior...).
Por outro lado, Emma sempre soube o que sentia por Dexter, acredito. Mas reprimiu o sentimento tão fortemente, que, mesmo nas vezes em que deixava transparecer um pouquinho, Dexter como um ótimo imbecil que é, estragava tudo. O fato de David Nicholls ser roteirista deixa algumas cenas bem “visuais”; o tipo de enredo que faz a gente se apegar mais ao livro, uma vez que conseguimos imaginar mais facilmente o que vai acontecendo aos mais-que-amigos Em e Dex. O diferencial do conceito de Um dia pra o de, por exemplo, Harry e Sally: feitos um para o outro, onde os recém formados também se veem esporadicamente e acabam se apaixonando, é que o autor de Um dia dá a impressão que o amor exisita desde o início da história. Dexter e Emma levaram muito tempo pra compreender que a amizade deles tinha se transformado em amor; e levaram um tempo maior ainda pra entender que essa amizade nasceu de um amor que já existia previamente.
No geral, o livro foi mais depressivo que romântico pra mim. Chega uma hora que Dexter acaba pagando pelas burradas que andava fazendo, e a crueldade e as punições pegam pesado com o leitor. Às vezes eu queria que eles não ficassem juntos, só por que Dexter é um idiota que não merecia Emma mesmo. Ela o ama tanto... e ele é tão... cego. Talvez tenha sido pela identificação que tive com Emma, mas ela nutriu um complexo de vítima tanto tempo que eu não conseguia vê-la reagindo ao que Dexter fazia com ela. Quase choro com “I love you, Dexter. I just dont like you anymore” do filme... ai ai… Mas a história de Um dia não é dessas que você deva ficar esperando um clímax ou um final que dê um jeito nas coisas... Quando você vai achando que o livro vai ser o que você previu, mais uma facada te atinge.
O livro é brilhante. Realmente muito bem escrito. Adorei demais a história, mas não acredito que chegarei a relê-la um dia. A sensação de que ficou faltando algo não me deixa. Talvez tenha sido a expectativa muito alta. Mas recomendo a leitura! Como disse... um livro brilhante.
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David Nicholls nasceu em 1966, em Hampshire, Inglaterra. Formado em literatura e teatro inglês, optou pela carreira de ator e recebeu uma bolsa da American Musical and Dramatic Academy de Nova York. De volta a Londres, atuou em espetáculos teatrais. Entre uma peça e outra, em Londres, Nicholls trabalhava como vendedor da rede de livrarias Waterstone’s. Após trabalhos freelance, conseguiu emprego como leitor de peças e pesquisador da BBC Radio Drama, o que o levou à edição de roteiros. Ao longo de sua notável carreira de roteirista, recebeu duas indicações ao BAFTA. Além de Um dia, publicou os romances Starter for Ten e The Understudy.

14 de jan de 2012


Título: Obeijo das Sombras (Vampire Academy, título original)
Editora: Nova Fronteira
Autor: Richelle Mead
ISBN: 9788520922552
2009, 1ª edição, 320 páginas
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Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma Dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi - os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.
Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.
Mas isso é só o começo. Em O beijo das sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar?
Richelle Mead dá uma nova face à literatura vampiresca com este romance: mais ácida, apimentada e inteligente do que nunca, a saga dos Moroi e seus guardiões surpreende pelas reviravoltas e pela ousadia desses cativantes personagens.  



Depois dessa sinopse, nada me resta a não ser contar minhas impressões do primeiro livro da série Vampire Academy (Academia de Vampiros) da aclamada Richelle Mead. Devo confessar que fui deixando essa série de lado sempre que tinha oportunidade de pegá-la pra ler pelo medo que tinha de ser parecida com o vampirismo de Twilight, de alguma forma. Vou confessar também que gosto bastante da temática vampiresca, portanto também não foi tormento algum começar O beijo das sombras sem parâmetros ou outros preconceitos. Apenas adiei a leitura quando estava receosa de não gostar... Que erro.
Este primeiro livro da série acaba sendo apenas uma pequena “apresentação” do que está por ser explicado mais profundamente nos outros volumes. Mas, ainda assim, já começa com bastante ação e enfiando na sua cabeça conceitos de vampiro como você nunca viu antes.
A narradora é Rose Hathaway, uma Dampira (damphir, termo mais bonito sem a tradução) que é meio vampira e meio humana, aprendiz de guardiã. Sua melhor amiga Vasilisa/Lissa Dragomir é uma Moroi da realeza, isto é, uma vampira com alma e mortal, mas que pode sair ao sol de vez em quando.
Os dampiros guardiões protegem os Moroi dos Strigoi, que são vampiros imortais sem alma que costumam se alimentar do sangue dos Moroi para se tornarem mais fortes; e estes carinhas não podem sair ao sol, tipo: mesmo!
Por um motivo que não conhecemos inicialmente, Rose e Lissa vivem entre os humanos até que um grupo de guardiões, liderados por Dimitri (um guardião de sotaque russo realmente sexy) consegue ‘capturá-las’ e levá-las de volta à São Vladimir.
As velhas coisas que costumavam irritar Rose e Lissa voltam com toda força. A hierarquia imbecil de realeza e não-realeza, a preocupação com o que os outros pensam e a maneira como esses adolescentes se comportam para manchar “reputações” são bem irritantes mesmo, mas são as coisas que menos importam para Rose no momento. Ela passou 2 anos vivendo entre os humanos e agora está atrasada no treinamento para se tornar uma guardiã e está tomando aulas práticas extras com o lindo do Dimitri.
E adivinha o que acontece? É isso aí, ela se apaixona pelo professor-deus-perfeito-russo Dimitri, mas entre eles dois, a única pessoa que não consegue controlar os sentimentos perfeitamente é Rose.
A narrativa em primeira pessoa às vezes é intercalada entre Rose e Lissa, uma vez que elas compartilham um laço que Rose pode ‘escorregar’ para a cabeça da melhor amiga e literalmente ser ela durante um tempo.
A escrita de Richelle Mead é incrível! Eu poderia ser capaz de menosprezar a história dessa mulher se lesse apenas a sinopse e deixasse pra lá da primeira vez e sem ter lido nada sobre ela antes, mas agora... NO WAY. Os capítulos correm nesse primeiro livro e a gente percebe as características dos personagens bem definidas e sem oscilações. Rose é dura na queda e uma das personagens que mais SENTI na pele enquanto lia, principalmente por que ela é bem assertiva e venenosa, adoro.
Uma série muito recomendada, cheia de ação, suspense, romance, até um pouco de humor e drama. Vale cada centavo dos 10,00 que você pode pagar nele e cada minuto que você gastará enquanto pega um ônibus ou antes de dormir. Sério. Leiam =)
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Richelle Mead nasceu em 12 de novembro de 1976, é casada, e natural de Michigan nos Estados Unidos. Leitora voraz, fascinada por mitologia e folclore. Autora reconhecida tanto pelo público como pela crítica na área da fantasia urbana para adultos. Autora da série bestseller, Vampire Academy, com fãs pelo mundo todo, e que ja ganhou honras da American Library Association.

9 de jan de 2012

Título: Qual seu número?
Editora: Novo Conceito
Autor: Karyn Bosnak
ISBN: 9788563219893
2011, 1ª edição, 414 páginas
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Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher é de 10,5, fica
desesperada e assustada por estar muito acima dessa média. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer do passado e começar uma linda história de amor?
Qual seu número revela os segredos de cada mulher e prova que, quando
se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo.  



Não tenho costume de ler Chick-lits, mas quando bati o olho nessa sinopse, sabia que seriam risadas do começo ao fim. Não resisto a uma leitura gostosa e quis ler ‘Qual seu número?’ imediatamente.
"Meu nome é Delilah Darling. Tenho 29 anos. Sou solteira, e, bem... sou uma mulher fácil. Pronto, falei. Sou fácil. Sou mesmo. Agora você sabe." página 1
Com 29 anos de idade, ela já dormiu com 19 caras. E descobriu que a média de uma pessoa pra vida toda é 10,5. Depois que ela viu essa pesquisa, essa história do número virou a obsessão dela. Estava ficando mais ‘madura’, acabou de perder o emprego e ainda conseguiu chegar ao número 20 com o cara mais improvável de todos os tempos. E como ela tinha prometido a si mesma que não ia passar do 20, teve que arranjar uma maneira de descobrir se algum desses seus ‘números’ podiam ser companheiros pra vida toda... (e qual a probabilidade de você decidir se confessar ao padre por ter dormido com 20 homens e O PADRE estar entre eles? Pois é, pois é...)
E essa busca pelo ex que dê certo é do que se trata Qual seu número? (Twenty times a lady, título original que eu acho bem melhor, se me permitem dizer). Descobrir que todos os caras com quem você já se relacionou são uns... bom, não posso contar em detalhes, mas Delilah passou uns maus bocados correndo atrás desses homens.
É comédia pura a viagem que ela decide fazer pra encontrar “por acaso” os ex-namorados torrando o dinheiro do seguro desemprego como se fosse de férias remuneradas. Quem ajuda Delilah a descobrir quem é cada ‘número’ (além de: o que faz, onde mora, estado civil e orientação sexual) é seu vizinho Colin, um ator descendente de irlandeses muito-muito lindo que trabalha com ‘investigação’ como hobby, já que o pai é profissional nisso.
Colin percebe o que Delilah está fazendo e depois de um tempo, tenta persuadi-la de que números não dirão nada sobre ela. Só aquilo que ela é e o que ela traz no coração. (Fala sério, alguém ainda tem dúvida de como isso termina?)
Quase todas as situações são muito engraçadas (fora as com a mãe de Delilah reclamando por que ela não tem um namorado, claro haha) e não teve um capítulo só em que eu não desse uma risada interna das boas.
Apesar da previsibilidade do livro, foi um chick-lit que me agradou. Sinceramente, depois que li Melancia, da Marian Keyes, não queria ver mais nada do gênero na minha frente. ‘Qual seu número?’ foi uma grata e bem vinda surpresa, com uma narrativa fluida, rápida, e simples, totalmente adequada ao que o contexto pedia. Além de tudo, não faltavam citações externas que sempre revelavam um pouquinho tanto da autora, acredito, quanto da personagem que ela queria, e conseguiu criar tão bem.
Então é isso, pra quem curte ou está querendo uma leitura leve, um romance engraçado, sem pretensões tão maiores (até por que erros de revisão estão lá, pode crer), Qual seu número? pode ser a melhor pedida do momento. Dei 3 estrelas no skoob, pois foi um livro bom.
Só mais uma coisa: o filme parece ser TOTALMENTE diferente, então não julguem o livro por ele ou pelo trailer, ok?

Karyn Bosnak cresceu na região metropolitana de Chicago, estudou na Universidade de Illinois e no Columbia College. Hoje em dia ela mora em Nova York, onde desenvolveu sua carreira trabalhando como produtora de televisão para uma grande variedade de programas exibidos em rede nacional. Seu primeiro livro, SaveKaryn, foi traduzido para vários idiomas, e serve como inspiração para pessoas compulsivas por fazer compras e pessoas com dívidas no cartão de crédito por todo o planeta. Se você quiser saber mais sobre ela, visite-a no website www.karynbosnak.com.


5 de jan de 2012

Título: O céu está em todo lugar
Editora: Novo Conceito
Autor: Jandy Nelson
ISBN: 9788563219374
2011, 1ª edição, 424 páginas
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Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e, apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a consola. O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta de Lennie, para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda, é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível.  



Antes de pensar que esse livro é de auto ajuda só de olhar pra capa ou de achar que ele é totalmente baseado na dúvida adolescente que uma menina tem entre dois garotos, tenho que lhe dizer: não é isso. Apesar de no começo O céu está em todo lugar passar uma aura bem triste, a narrativa em si não demonstra tanto o sofrimento de John Lennon (e isso é o nome de uma menina) ou Lennie, pela morte de sua irmã.

"Às 16h48 de uma sexta-feira de abril, minha irmã estava ensaiando para o papel de Julieta e, menos de um minuto depois, estava morta. Para minha surpresa, o tempo não parou com o coração dela. As pessoas continuaram indo à escola, ao trabalho, a restaurantes; continuaram quebrando bolachas salgadas em suas sopas, preocupando-se com as provas, cantando nos carros com as janelas abertas. Por vários dias, a chuva martelou o telhado da nossa casa — uma prova do terrível erro cometido por Deus. Toda as manhãs, quando me levantava, ouvia as incessantes batidas, olhava pela janela para a tristeza lá fora e me sentia aliviada, pois pelo menos o sol tivera a decência de ficar bem longe de nós."

O relacionamento de Lennie com a avó e com o tio está cada vez mais circunspecto. A mãe de Lennie e Bailey as abandonou quando elas ainda eram bem pequenas, desde então, Bailey como irmã mais velha sempre foi a rocha que servia de base para Lennie.
Toby, o namorado de Bailey, também sofre muito com a morte dela e é isso que aproxima ele de Lennie. Então toda vez que se veem se transforma, de um momento em que duas pessoas entendem o sofrimento da outra, em uma espécie de droga na qual eles pretendem dopar este sentimento.
Sinceramente, na narrativa no geral eu não sentia que Lennie estava sofrendo tanto. Apenas nas divisões de capítulo e nos momentos em que ela escreve em pedaços de papel, em copos de café ou qualquer coisa assim, sentimentos e diálogos que costumava ter com Bailey e ainda muitos poemas e pensamentos bem profundos que dão a entender que ela sofre muito mais do que aparenta. Achei um erro de Jandy nesse ponto, que foi mostrar duas Lennies onde não existia.
Também há o Joe Fontaine, um cara extremamente simpático que faz ela e a família se sentirem muito bem e esquecerem um pouco do sofrimento pela morte de Bails.
O livro em si é focado nesse sentimento que Lennie nutre tanto por Joe quanto por Toby, de maneiras diferentes. E o dilema todo é quem ela vai magoar e quem ela vai perceber que ama de verdade.
Acho que Lennie gostava de sofrer e fazer outras pessoas passarem pelo mesmo. Não se preocupava com a dor que causava na avó em nenhum momento, pois não era só Toby que sofria por Bailey e ela podia contar várias coisas a ela, se quisesse. Mas decidiu se fechar em torno dela mesma e da negação da morte, o que não era a saída.
Eu não gostei dela como personagen, mas o conflito que foi construído pela autora é interessante e vale a leitura. A narrativa que começou bem pesada fica leve e romântica no fim. Mas, no geral, não me atraiu. Vocês já devem saber que o livro é lindo, e é mesmo! Muito bem diagramado, com as letras azuis, cheio dos bilhetes que Lennie espalha por todo lugar. Bem bonito mesmo.
Dei 3 estrelas no Skoob por que não me senti atraída para a história e achei Lennie egoísta. Sei que tem muita gente me odiando a partir dessas últimas linhas, mas... fazer o que? Foi o que senti =/

Jandy Nelson mora em São Francisco, e lá, assim como Lennie, divide seu tempo entre cuidar das árvores e correr livremente pelo parque. Jandy é uma agente literária, poetisa com livros publicados, e acadêmica eterna. Formada pelas universidades de Brown, Cornell e Vermont. É uma pessoa supersticiosa e uma romântica dedicada, loucamente apaixonada pela Califórina, e pela forma como esse estado continua firme na ponta de um continente. O céu está em todo lugar é seu primeiro romance.

3 de jan de 2012
Editora: Belas Letras
Autor: Marcos Mantovani
ISBN: 9788560174881
2011, 1ª edição, 143 páginas
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"Atenção, senhores passageiros: nesta Sala de Embarque, qualquer das partidas (crônicas) leva a uma viagem deveras inebriante. A decolagem está autorizada a quem interessar adquirir uma preciosa experiência literária, em que as travessias propostas por Mantovani deságuam em uma bagagem de excesso gratificante. Um volume maior de própria vida, adquirido nas rotas de cultura, arte e comportamento tão bem conjugadas e traduzidas pelo autor. Com referências de mundo absolutamente oportunas, e feeling em máximo estado de alerta, perspicácia e poesia para singelos eventos cotidianos, o desfecho de cada texto incrusta na alma do leitor o sentimento de que viver é mesmo uma viagem. Um percurso que nos cabe realizar (diferente do que rege a tradicional cartilha) com os cintos rigorosamente soltos. Vocês não poderiam embarcar numa melhor!" Dudu Oltramari, cronista. 



Eu estava inclinada a começar esta resenha dizendo que não gosto de crônicas. Elas me enfadam, principalmente pelo fato de eu gostar daquele texto corrido, que sei o a exata página onde parei e o que me resta a esperar do livro. Mas o brasileiro Marcos Mantovani conseguiu não deixar as crônicas chatas, muito pelo contrário, todas elas tem um tom de quem sabe do que está falando, sem uma total presunção, mas sempre fazendo referências que eu não me surpreendi ao não entender. Apesar do meu nível intelectual estar claramente não preparado para a carga pesada de informações que as crônicas de Mantovani carregavam, muitas outras foram levíssimas, com um toque de sátira, ironia e sarcasmo que adoro e me deixou bem à vontade pra terminar o livro.
Um não-ficção como este não me agradaria de cara. Mas tive que ler pra dar as 5 estrelas que ele merece em relação ao gênero. Se comparado a outros 5 estrelas de ficção que já li, o peso é diferente, mas ainda assim me agradou muito. Várias crônicas me tocaram, de verdade, muitas coisas que Mantovani gostam, eu compartilho do sentimento. Muitas vezes ele cita o filme Vicky Cristina Barcelona (que eu adorei!) e teve uma citação de um filme que eu quase choro lendo! Lá vai:

"... eu amo o fato que sempre aparece uma ruguinha em cima do seu nariz quando você olha pra mim como se eu fosse um louco; eu amo o fato que depois de passar o dia com você, eu ainda posso sentir o cheiro do seu perfume nas minhas roupas. E eu amo o fato de você ser a última pessoa com quem eu quero falar antes de ir dormir. E isso não é porque eu me sinto sozinho, e isso não é por causa da véspera do ano novo. Eu vim aqui essa noite porque quando você percebe que quer passar o resto da sua vida com alguém, você quer que o resto da sua vida comece o mais rápido possível!" página 110.

Na verdade, esse quote é de um filme Harry e Sally, feitos um pro outro? que ele transcreveu. Achei lindo!
Esse último quote é da segunda parte do livro que fala de Flerte e Comportamento. A primeira parte é sobre Viagem, Arte e Literatura, que ele conta coisas que se passaram enquanto vivia na Itália (ai, ai...).
E pra você que gosta de crônicas, super recomendado!
Se você não gosta, mas quer um livro pra ler enquanto está no tédio de uma sala de embarque, que tal a tentativa? Talvez você se surpreenda.  

Marcos Mantovani Por 12 anos experimentou uma carreira esportiva como atleta profissional de futsal. Viveu na Itália por 5 anos, nas cidades de Ascoli Piceno, Verona, Velletri e Nápoles. Mora em Caxias do Sul e é professor de inglês, quase formado em Relações Públicas. “Curriculum Vitae é uma foto que mostra apenas o nosso pé, o mumu do bolo permanece oculto”.

2 de jan de 2012
Valendo um exemplar do livro O preço de uma lição, vamos usar pela primeira vez esse sorteador, Rafflecopter, façam o teste e comentem aí embaixo se dá certo ou não, ok? =)
É só seguir as regras que aparecem no gadget e pronto! a Rafflecopter giveaway

1 de jan de 2012
Título: Cidade das Cinzas
Editora: Galera
Autor: Cassandra Clare
ISBN: 9788501087157
2011, 1ª edição, 406 páginas
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Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace. Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações.



Primeira resenha de 2012, ê! *faz dancinha* Se você não leu Cidade dos Ossos ainda, sugiro que *dor no coração* você não leia essa resenha, pois pode conter spoilers nesta resenha do próximo livro.
E quem já leu minha resenha de Cidade dos Ossos já percebeu a rasgação de seda (elogios na cara, quis dizer) sobre a série e Cassandra Clare.
Muita coisa solta foi deixada no fim de Cidade dos Ossos. Valentim tinha fugido com o Cálice Mortal e agora todos na clave parecem desconfiar de Jace, seu filho. A Inquisidora, mulher não muito legal quando você vê pela primeira vez, por assim dizer, se irrita com Jace após descobrir uma ‘escapada’ dele e o manda para uma prisão da cidade do Silêncio, e lá acontece uma coisa horrível. Os irmãos do Silêncio, acho que são os indivíduos mais perto de não terem medo de NADA, foram todos mortos e Jace consegue até ouvir o grito de um deles... Um irmão do silêncio gritou. De medo.
A espada da Alma (segundo instrumento mortal, sendo o Cálice o primeiro) foi roubada na Cidade do Silêncio e a partir de agora não tem nada que pare Valentim.
Acredito que Cidade das Cinzas mostrou um dinamismo quanto à questão da fantasia e do sobrenatural que Cidade dos Ossos não tinha. Aquela “maldição do segundo livro” onde as continuações de séries não conseguem chegar ao nível do primeiro não aconteceu comigo aqui em Cidade das Cinzas. Simplesmente um pouco da abordagem foi diferente. Mas os personagens manteram sua coerência, foram razoavelmente lógicos, na medida do possível, em relação a suas atitudes. Jace continua sexy, lindo, bruto, ignorante, perfeito, arrasador de corações e, obviamente, amando Clary.
Clary não se encontra muito diferente, então. A cada capítulo fica mais claro que eles não vão parar de se gostar tão cedo e sempre há umas insinuações da “verdade” por trás (no momento em que escrevo esta resenha, já li Cidade de Vidro e posso afirmar que em parte estive certa, mas por outra parte nem imaginava aquele fim).
Há uma cena com a rainha das Fadas que deixa a gente sem fôlego! Misturando todos os elementos para um YA book perfeito, Cassandra Clare superou minhas expectativas e me deixou com uma super vontade de devorar o próximo volume o mais rápido possível. Um livro de elementos sobrenaturais incrivelmente bem arranjados em aliança com um estilo de romance imprevisível que a gente se envolve muito.
É uma das minhas séries preferidas e foi praticamente a primeira depois de Harry Potter que me fez sentir esse amor pelo gênero novamente! <3
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Filha de um casal de norte-americanos, Cassandra Clare nasceu no Irã e passou grande parte de sua infância viajando com a família — antes dos dez anos já havia morado na França, na Inglaterra e na Suíça; mas um livro sempre a acompanhou em suas mudanças. Durante o ensino fundamental, em Los Angeles, ela se divertia escrevendo histórias sobre os colegas de turma. Depois de formada, morou em Nova York e trabalhou em diversas revistas de entretenimento e até mesmo em tabloides suspeitos nos quais precisava escrever sobre as viagens de Brad e Angelina e o guarda-roupa equivocado de Britney. Em 2004, começou a escrever a série Os Instrumentos Mortais, que se transformou em um best seller. Desde 2006 é escritora em tempo integral e espera nunca mais ter que escrever sobre Paris Hilton.

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