8 de dez de 2011

Título original: Romeo and Juliet
Autor: William Shakespeare
Páginas: 151
Edição:
ISBN: 978-85-7232-527-1
Categoria: Teatro



Sinopse: Em Verona, na Itália, por volta de 1600, a rivalidade entre os Montecchios e os Capuletos acentua-se e os conflitos estendem-se a parentes e criados, apesar do apelo do príncipe pela paz.Num baile de máscaras na casa dos Capuletos, Romeu Montecchio conhece Julieta Capuleto.A paixão é mútua e instantânea.Ao descobrir que pertencem a familias inimigas, os dois se desesperam.Resolvem casar-se secretamente, com a cumplicidade de frei Lourenço.No entanto, o destino desse amor seria trágico.


Todo mundo um dia já ouviu falar em Romeu & Julieta. Em todos os lugares há citações, canções, filmes, versões, inspirações e seja-lá-mais-o-que-for da história de amor mais conhecida e aclamada do mundo.
Acredito que pelo menos uma dessas facetas da história do casal de Verona você já conheceu... Mas já teve curiosidade de ler a peça original?
Romeu e Julieta é uma tragédia (com traços de comédia, também) escrita entre 1591 e 1595 por William Shakespeare, no começo de sua carreira literária.
Uma trégua é imposta pelo príncipe de Verona sobre duas famílias inimigas que vivem em pé de guerra há várias gerações. Apesar de conflitos entre os Montecchio e os Capuleto ainda persitirem, grandes acontecimentos farão o destino desta rixa mudar...

Romeu, filho de Montecchio, é um jovem extremamente atormentado pelo amor que sente por Rosalina. Não vendo outra solução para sua vida, já que a jovem não corresponde aos seus sentimentos, Romeu vive amargurado. O primo Benvólio e o amigo Mercúcio aconselham Romeu a espairecer a cabeça indo a um baile que a família Capuleto daria.

Escondido por máscaras, Romeu e seus amigos entram no baile dos inimigos da família.
Assim que o faz, Romeu sente-se inexplicavelmente atraído por uma jovem, de beleza inigualável, a qual fica conhecendo por Julieta, filha de Capuleto, e sentindo-se incapaz e desapontado, por tão bela moça ser filha da família inimiga mortal dos Montecchio.

Julieta, não alheia ao belo jovem que adentra o baile, também se sente atraída e procura saber seu nome. Convencida de que seu pai nunca aprovaria a união de seu já amado Romeu e ela, também se sente desapontada.
O primo de Julieta, Teobaldo, reconhece um dos Montecchio no baile mas é terminantemente impedido de fazer qualquer mal a ele, ainda que tivesse bastante vontade para isso, obedeceu por acreditar que oportunidades não lhe faltariam.

Romeu e Julieta, no entanto, já se mostravam irremediavelmente apaixonados. Já na sacada de seu quarto, confessa às estrelas e à lua o amor que sentia por aquele Montecchio. Romeu, tendo penetrado o jardim dos Capuleto, ouve toda a declaração e revela sua presença. Os dois filhos dos patriarcas de famílias inimigas resolvem casar-se. Procuram Frei Lourenço, que faz a união em segredo, pensando que trará paz às duas famílias inimigas.
O pai de Julieta, entretanto, queria a filha casada com Páris, um jovem parente do Príncipe, muito bem quisto e incrível bom partido para a moça.

Teobaldo procura por Romeu na intenção de feri-lo. No entanto, acaba matando Mercúcio e Romeu, por vingança, mata o primo de Julieta, sendo depois ‘exilado’.
Após a morte de Teobaldo, Capuleto obriga Julieta a casar-se com Páris, então a jovem corre em busca de socorro para Frei Lourenço.
Romeu e Julieta estão impedidos de ficara juntos, tanto pelo casamento quanto pelo exílio, então Frei Lourenço tem uma ideia: Julieta toma um remédio que a fará parecer morta no dia de seu casamento; o Frei envia uma carta à Romeu explicando que ele deverá esperá-la no túmulo dos Capuleto e que tudo é um plano.

A carta não chega ao seu destino e Romeu, exilado, acaba sabendo apenas que a jovem Julieta morreu.
Corre ao túmulo da jovem e encontra Páris lá... os dois tem uma briga e Páris morre. Depois, Romeu toma um veneno e morre. Julieta, que acorda na esperança de ver seu amor esperando por ela, vê a cena trágica, pega um punhal e se mata.

E a trágica história de Romeu e Julieta é assim.

Por ser uma peça, nada vai sendo construído gradualmente, a exemplo do amor arrebatador dos jovens e à efemeridade da vida de vários personagens. Muito derramamento de sangue para o meu gosto e sentimentos incompreensíveis e meio surrealistas quanto à velocidade com que ocorrem (mas digo mais uma vez, é uma peça, dividida em atos e cenas, as coisas acontecem rapidamente mesmo).

No geral, é uma história cheia de tragédia, um pouco de comédia (acho a Ama e Mercúcio personagens bem fortes e venenosos) e, por que não dizer, amor, apesar de eu achar que não se torna o foco da peça, no fim.

Eu, medindo seus sentimentos pelos meus que nunca são mais ativos do que no meio da maior solidão, segui minha fantasia sem perseguir a dele e contente evitei a quem contente fugia de mim. Benvólio, ato primeiro, cena I.


Esses transportes violentos têm um fim igualmente violento e morrem em pleno triunfo, como o fogo e a pólvora que se consomem ao se beijarem. Frei Lourenço, ato segundo, cena VI.


A morte que sugou o mel de teu hálito, nenhum poder ainda teve sobre tua beleza. Romeu, ato quinto, cena III.

O legal é que a morte do casal trouxe, enfim, a paz às famílias. É isso J
Em breve, resenha de Julieta Imortal, nesse clima de R&J J


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