15 de dez de 2011

Titulo: Para Sempre Ana
Autor: Sérgio Carmach
ISBN: 978-85-89862-51-6
Editora Caravansarai
Mini Livro cedido para resenha pelo autor



Sinopse: A forasteira Ana chega a Três Luzes - uma rica e pacata cidade serrana, palco de muitos mistérios - e tumultua a vida de todos. Mesmo sem saber, seu passado é a chave para desvendar os segredos desse lugar e de cada um dos seus moradores. Com um enredo rico e bem montado, o livro é um romance diferente, carregado de mistérios, suspense, espiritualidade, histórias de vida e... reviravoltas. Sempre que tudo parece esclarecido, detalhes antes considerados sem importância provocam uma mudança geral na história, instigando a curiosidade do leitor até o último capítulo.




Para Sempre Ana é um suspense/drama/romance muito intrigante. Na pequena Três Luzes, a família Rigotti reside bastante preocupada com a imagem e reputação.
Carlos Rigotti, jovem e imaturo, está namorando Cris, filha de uma respeitada ex-professora da cidade. Mas antes de iniciar o namoro, teve uma ‘noite’ com Ana, que diz morar em uma cidade perto de Três Luzes quando chega no tradicional almoço de Natal que a família Rigotti dá todos os anos, com um bebê no braço, dizendo ser filho de Carlos.
A partir daí a narrativa é toda mistérios e revelações. As intrigas e conspirações para mudar destinos são as variáveis que inspiram a história.
A princípio Carlos se vê muito atormentado por Ana ter estragado seu relacionamento com Cris, mas nada é o que parece. Ele pede a prova de que é pai mesmo de Caio (o filho de Ana) e esse pedido de DNA acaba por trazer várias outras mudanças na vida dele, também.
Sergio utiliza uma maneira de conduzir o livro que às vezes fiquei duvidando se era boa mesmo, que é saltar de uma época a outra a cada capítulo. Algumas vezes você está em 1993, outras em 2010, esse tipo de coisa.
Quando terminei o livro, vi que foi essencial ele fazer a narrativa nessa forma de ‘quebra-cabeças’, dando as peças apenas quando elas eram necessárias para se encaixar em uma hora que ele vai citar lá na frente.
Foi incrivelmente inteligente da parte dele o modo de escrita e a criatividade do drama inteiro. Dava um roteiro de novela MUITO BOM, sem dúvidas. Por que são tantas reviravoltas e o livro é tão cheio de informações que às vezes você queria que determinada parte da história se prolongasse mais e explicasse tudo de uma vez, coisa que ele não faz. Assim, se fosse escrito em estilo folhetim, como antigamente, Para Sempre Ana com certeza seria sucesso!
Gostei demais da história! Nunca imaginava tantas ligações na trama e, como já disse, achei de uma inteligência impecável a narrativa. Espero reler esse livro um dia, pois a mensagem de força espiritual que ele contém é bastante forte.
Não me canso de dizer que os autores nacionais estão cada vez mais me surpreendendo. Essa é mais uma obra que pode ser subestimada por ser de um autor brasileiro, mas que não deveria absolutamente.
Não carece de nada para competir com tramas internacionais do mesmo estilo e, ouso dizer, nenhum outro autor teria sucesso nas mesmas coisas que Sergio, pois ele fez questão de escrever o livro com base na realidade de brasileiros.
Apesar de eu ter lido um mini livro, que não ajuda muito a leitura devido ao tamanho das letras, depois que peguei ritmo na leitura, estava cada vez mais envolvida por saber o fim de tudo. Os diálogos de Sérgio são muito bem construídos e sua linguagem é riquíssima. Foi um privilégio ter lido sua obra.
Super recomendado. Obrigada, Sérgio e Luiza pela oportunidade e solicitude. 



Sérgio Carmach: Carioca, nascido em 1968, casado pela segunda vez e pai de três filhos, Sergio Carmach escreve histórias desde a infância. Aos dez anos, embalado por um concurso literário, elaborou sua primeira narrativa longa, um conto de ficção científica chamado A Guerra Interplanetária. Aos dezesseis, começou a criar o primeiro romance, Judith e Joseph, o qual abandonou ao ingressar na Faculdade de Artes da PUC e, posteriormente, no CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva). No Exército, promovido a tenente temporário, participou da criação de softwares educacionais e iniciou seu trabalho como videomaker. Após elaborar as primeiras versões de Para Sempre Ana e de mais dois outros romances (A Pintora e Os Demônios de Amostheus), teve um texto sobre a obra de José Saramago publicado por duas universidades: UFSC e UNESA. Nesta última, fez o curso de Direito.

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