1 de dez de 2011


Título: Hathor
Autor: Markus Thayer
349 páginas
Lançamento: 2010
Editora: Novo Século



Sinopse: John McBrian é estudante de engenharia e tem uma vida normal até encontrar um antigo mapa na biblioteca do King's College. Acompanhado de seu professor e de seu melhor amigo, ele cruzará o oceano com o objetivo de chegar até onde o mapa aponta: a Serra do Roncador, no Brasil.
Perseguidos por pessoas misteriosas e atormentados pela incerteza, eles serão movidos pela coragem e pelo desejo de possuir o maior de todos os tesouros.
Mas existe algo que ninguém sabe:
Apenas John tem a chave!


A história de Markus Thayer se passa na Inglaterra de 1856; John McBrian encontra uma folha com inscrições parecidas com um mapa entre folhas coladas de “War of Roses” na biblioteca da renomada King’s College. John e seu amigo William tem um professor que certamente vai se interessar por esta descoberta e a partir daí tudo muda. O professor Stwart tem uma moça que o ajuda em casa. Emma, por mero acaso, ouve mestre e aluno conversarem sobre algum tesouro escondido que o mapa poderia guardar a localização...
O namorado de Emma, Klaus, fica sabendo por meio da amada deste suposto tesouro. O único problema é que Klaus e seus amigos são um bando de ladrões.

Depois de seguirem algumas instruções do mapa e acharem uma caixa com uma estranha placa sem peso, mas supostamente feita de metal, o grupo de pesquisadores é perseguido: tanto pelos ladrões quanto por ninjas. Anham, ninjas.

Mais do que uma história estilo “Dan Brown”, Hathor tem uma grande carga de ficção científica – colocando teorias de física quântica e grandes explicações de sobre como coisas que não deveriam existir à época deles são possíveis – suspense, romance (quase uma novela mexicana o final do livro, sinceramente, foi uma das partes que não gostei), fantasia, aventura, enfim... Vários gêneros em um só que, em minha opinião, não influenciou na qualidade do livro. Algumas das explicações sobre as teorias físicas, por exemplo, acabaram por parecer técnicas demais; logo depois tem uma cena romântica que nem parece ser do mesmo livro e às vezes essa maneira multi generalista de escrever me deixava zonza.

A narrativa em terceira pessoa deixou que fosse construído um quebra-cabeças ao longo da história; peças que iam se encaixando até chegar o entendimento ao final. Markus escreve muito bem, praticamente não tem erro de revisão ao longo do livro, e fiquei bastante impressionada pela criatividade da história.
Apesar de eu achar que os personagens receberam muito facilmente as novidades de um outro mundo, e que os outrora ladrões mudaram tão rápido seu estilo de vida, passando a qualidade de amigos do grupo de pesquisadores, acredito que as circunstâncias criadas pelo autor foram propícias a esses acontecimentos (como o grupo de ninjas atacando-os o tempo inteiro e a jornada desconhecida através de um continente, isso com certeza aproxima as pessoas).

Depois que li o livro entendi a dedicatória de Markus “O segredo de Hathor está em suas mãos”, e a capa reveladora é simplesmente linda.
Gostaria de agradecer a oportunidade de ler uma obra tão inovadora e dizer que tenho orgulho pelo autor ser brasileiro. A força da literatura nacional está crescendo cada vez mais e gostaria que mais pessoas percebessem isso.

Hathor terá uma continuação, a que todos, com certeza, esperam ansiosos e cheios de expectativa!
Parabéns, Markus e Novo Século pela obra e pela iniciativa de incentivar os Novos Talentos da Literatura Brasileira.

Markus Thayer é formado em Ciência da Computação e MBA em Controladoria.
Sendo entusiasta por física teórica e mecânica quântica, dedica parte de seu tempo no estudo dessas ciências. E como o tempo é elástico, Markus Thayer separa uma parte dele para cinema, música, leitura e outras grandes paixões, como escrever histórias de ficção e criar programas para computador.

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