12 de nov de 2011

O Imortal
Vanessa Bosso
ISBN: 978-85-6446-940-2
Editora: Dracaena
Ano: 2011
Páginas: 207
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Ele não é um vampiro, mas, acaba de completar 533 anos. A vontade de morrer é a única coisa que o mantém vivo. Até que alguém surge em sua vida… alguém capaz de mudar tudo. Deixe-se transportar para o Vale do Loire e descubra que o amor verdadeiro existe, independente do tempo e do espaço. Desvende os segredos por trás da imortalidade e deixe-se apaixonar por esse romance imortal.


O Imortal é o primeiro livro que leio da Vanessa Bosso. Posso dizer de cara que fiquei abismada. O nível da narrativa me deixou pasma, pois cada vez mais venho sendo impressionada pelos autores nacionais! Além da capa desse livro ser incrível (vê a arte inteira aí embaixo), a sinopse me ganhou de primeira.
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A história se passa na França, no Vale do Loire. O que faz esse livro ser mais interessante é que não tem a temática saturada nos sobrenaturais de ultimamente; Nicolas Deville é imortal, mas não é vampiro, lobisomem, anjo, etc... tem 533 anos e mora em um belo castelo, tendo apenas seu mordomo e amigo Pierre como companhia. Nicolas e Pierre se tornaram imortais quando o pai do primeiro, um grande alquimista, descobriu a fórmula da imortalidade; algo inesperado acontece e as 12 pessoas que estavam na sala na ocasião viraram imortais. O pai de Nicolas morreu e levou o segredo da fórmula (e a possibilidade de existir um antídoto) com ele. Estar vivo por tanto tempo já fazia Nicolas ansiar pela morte... Mas toda vez que tentava se suicidar, devido a uma estranha conexão entre ele e Pierre, o mordomo sentia e vinha ‘salvá-lo’.
Os dois amigos sabem o que os esperam após a morte: o inferno. Por cerca de 10 minutos, graças à conexão existente entre os imortais, eles puderam ver o que os outros que se suicidaram tiveram que passar. E não foi uma experiência muito boa.
Passar por muitas épocas e conhecer muitas pessoas talvez tenha sido o ponto positivo da imortalidade. Tendo Einstein como amigo, Nicolas trabalhou em uma máquina do tempo, desenhada por Einstein, mas não colocada em prática, por que os dois tinham ideias diferentes sobre qual tipo de energia seria utilizada: nuclear ou quântica.
É quando no começo de 2010, num dia absolutamente normal para os imortais, um grupo de amigos com o carro quebrado bate à porta pedindo ajuda. E Sophie entra no saguão, completamente encharcada da chuva, mas ainda assim sentindo, de imediato, uma conexão muito forte com Nicolas.
Eles tinham se apaixonado.

Pierre dizia ter encontrado em Catarina sua alma gêmea. Eu nunca entendi muito bem essa definição. Seriam duas pessoas iguais ou totalmente diferentes? Seria uma cópia da sua personalidade ou um encaixe de peças opostas? (página 11)

Absolutamente linda. Não tenho outra definição para descrever Sophie. Qualquer coisa é pouco. (página 49)

Mas, claro, o amor não é assim tão fácil. Trazendo muita ação (por que não?) na luta para não fugir do amor verdadeiro e aceitar que ele pode ser imortal, O imortal me fez repensar sobre valores, amizade e, principalmente, acreditar no que queremos.

Queria poder arrancar esse tormento de dentro de mim, mas, ao mesmo tempo não sei o que faria sem esse amor que sinto. Ele me é necessário como o ar. Só queria que não doesse tanto. (página 99)

Escrito em primeira pessoa por Nicolas (o que é muito bom, aliás, pra não ficar naquela ‘a mocinha com nada especial encontra o mocinho com superpoderes’), o livro tem uma narrativa de ritmo ótimo... Vanessa está de parabéns, escreve muito bem!

Estava precisando de um livro do gênero nos dias em que li, então achei que a proposta foi cumprida dignamente, ainda mais com um final daqueles!

Virei fã da Vanessa Bosso e espero ler todas as obras dela, incluindo Possuída, que estou curiosa pra saber como ela vai abordar, pois criatividade e senso de oportunidade literária é algo que não te falta, Van!


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