9 de out de 2011

Título: Casais Inteligentes Enriquecem Juntos
Autor: Gustavo Cerbasi
Editora: Editora Gente
163 páginas

Sinopse do site do autor: Grande parte dos problemas de relacionamento dos casais começa no dinheiro – no excesso ou na falta dele. Quando a renda do casal não dá conta dos gastos do mês, o dia-a-dia tende a uma desagradável monotonia e qualquer proposta mais romântica que envolva algum gasto é cortada pela raiz. As dificuldades decorrentes desta escassez geram conflitos entre o casal, que nem sempre percebe que o problema é financeiro.

Uma resenha com um conteúdo um pouco diferente do que vim explorando até hoje, nada de literatura fantástica, Young Adult ou ficção, muito pelo contrário: pura realidade.
Problemas com dinheiro, nada mais preocupante, não é verdade? Principalmente quando sua renda tem que ser dividida com outra pessoa e você vive num país em que poupar (isto é, pensar a longo prazo) não é nada comum.
Casais Inteligentes, de Gustavo Cerbasi, não é um livro apenas para casais. Nem para aqueles que entendem profundamente de Finanças, sejam elas pessoais ou corporativas.  As “teorias” apresentadas são bastante simples e podem até parecer batidas aqueles mais antenados e com uma visão financeira melhor.
O livro começa apresentando um Horóscopo financeiro dos casais, mesclando os tipos de perfis que as pessoas tem quando lidam com dinheiro e um teste para avaliar a capacidade do casal de construir riqueza. Particularmente, achei essa parte bem revista Capricho, poderia ter recebido menos atenção no contexto do livro.
“Se manter um plano de independência financeira não é algo tão complexo, por que grande parte das pessoas falha ao tentar por em prática essa regra? Em primeiro lugar, há que considerar a tendência de cada indivíduo de colocar sua vida pessoal em segundo plano, em razão de exigências profissionais. Acontece com a alimentação, com o sono, com a prática de exercícios e com o amor, portanto não haveria de ser diferente com o planejamento orçamentário.” página 37.

Sentiram a pegada meio auto ajuda do livro? É esse o ponto; numa mistura bem desigual com a educação financeira, claro, pra não perder o foco. Há momentos que essa sensação auto ajuda fica bem clara, mas sem isso acho que o livro não seria o Best seller que é hoje em dia. Afinal, finanças já não é um assunto tão sedutor para as pessoas em geral (alow, não sou geral *-*), imagina se o livro fosse totalmente chato e desestimulante?

“É importante ter em mente que não há propósito em guardar dinheiro tão-somente pelo ato de guardar em si. (...) Dinheiro não lhes dará prazer se vocês não aprenderem a tirar prazer de cada momento da vida. Dinheiro não trará felicidade se vocês não souberem o que é felicidade. O grande bem que o dinheiro pode lhes dar é permitir manter aquilo que vocês conquistam.” página 38.

O autor divide as finanças para cada nível de relacionamento, pois quando se passa de namoro a casamento algumas BIG coisas mudam. E quando vem filhos? Aí é que o “bicho pega”. Dá dicas para investir em ações enquanto se é jovem e está propenso a correr riscos. Não sabe como? Treina com dinheiro virtual no site do Folha em Ação, do jornal Folha de S. Paulo. http://emacao.folha.com.br/ , podendo até ganhar prêmios!
Gostei bastante da fluidez da narrativa, o autor cita vários casos e isso ajuda bastante na compreensão, que já simples, também. Recomendo o livro, não apenas a casais, nem namorados, nem qualquer coisa do tipo que brigam de vez em quando pelo dinheiro que não sobrou para aquela viagem de férias ou por que perdeu mais do que deveria num investimento, mas pra você que não aguenta mais não ter dinheiro suficiente pra quitar tudo que gasta no fim do mês e também para aqueles que simplesmente querem gerar sua riqueza. Boa sorte na empreitada, que, por sinal, é possível!

“Faço questão de enfatizar a ideia de que as coisas mais importantes da vida são acessíveis a qualquer pessoa. Momentos únicos a dois, abraços carinhosos dos filhos, beijos apaixonados e intermináveis, caminhadas por lugares desconhecidos, horas de paz sem fazer nada em um local bucólico são prazeres simples, que nada custam e são deixados para trás. (...) Vocês começarão a enriquecer mais rapidamente quando perceberem a importância das coisas que não custam nada. Deixem para depois as tardes de compras, gastem tempo em tardes de paixão”. página 138.

Se você se interessou pelo livro, compare e compre: BUSCAPÉ (melhor preço é o do submarino)
P.S.: Que cara apaixonado da piula! E ele vai estar no V Simpósio de Administração, realizado pela PROSPECT Empresa Júnior de Administração. Mais informações, aqui: http://siadprospect.blogspot.com/

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