25 de ago de 2011
Alguém aí já deve ter ouvido falar de termos como "ter uma queda por alguém", estar apaixonado, amor, essas coisas, sabe? *lixa* Se eu te pedisse pra me explicar o que é isso, você conseguiria?
Provavelmente tentaria, nos primeiros 40 segundos de argumentação, explicar racionalmente. Depois vai me dizer que é complicado, depende muito, não tem explicação, blá, blá... blá. Sim, eu já fiz essa pergunta várias vezes. Não foi muito invasivo, sério! Nada como "Ei, o que é amor pra você?!", ia ser estranho pra caramba... o que importa é que eu fiz a pergunta e as reações, em geral, são essas mesmo.
But... na década de 60 uma psicóloga americana teve a ideia de fazer uma pesquisa e entrevistar 500 pessoas sobre o básico tema "amor". Dorothy Tennov chamou de LIMERENCE o estado emocional e cognitivo involuntário em que uma pessoa sente um intenso desejo romântico por outra (o objeto limerente). É geralmente caracterizado por um desejo de reciprocidade de sentimentos, pensamentos intrusivos (ui!) e sensibilidade acentuada aos acontecimentos externos (desde que ligados ao objeto limerente, senão pode ter o efeito contrário, it means LESEIRA) que supostamente refletiriam a disposição ou interesse do objeto limerente ao indivíduo.
*pigarreando*... Alguma semelhança com algo que vocês conheçam? hahaha. E esse é um dos motivos pelos quais eu luto pela desbanalização do amor. Não diga "eu te amo *-*", diga "você é meu objeto limerente *-*"Tá, isso ficou estranho. Never mind.
Pede-se para não confundir limerência e paixão. Dizem por aí que essa última tem aspectos de imaturidade e extrapolação de informações insuficientes. kkkkkkk Esse post tá um barato. Isso pode ser difícil de entender pra quem nunca experimentou, portanto é muito rejeitado como "fantasia ridícula" ou "construção de ficção romântica". O ponto é que eu não acreditava - nem no rastro, nem cheiro nem nada - nessas coisas. E não, eu não tive a experiência, portanto não foi ela que mudou minha opinião; mas sim o fato de que esses sentimentos de euforia com proximidade de outro, desperdício de tempo pensando em fulano, prestar muito mais atenção que o normal a coisas aparentemente simples - mas só por que fulano faz, aquilo é a coisa mais wonderful in the world - são aspectos psicológicos e sociais. Até aquilo que normalmente te deixaria muito ofendido ou  com raiva é lavado por aquele perfume MA-RA-VI-LHO-SO que fulano usa.
Voltando ao limerence... diferentemente de apenas uma atração sexual, paixão ou mesmo o amor, não há necessidade de contato físico para que a pessoa experiencie tal sentimento. As principais características são, como já dito, pensamentos intrusivos, saudade aguda da reciprocidade, timidez, medo de rejeição einquietação na presença do objeto limerente.
Esses pensamentos intrusivos são persistentes e, muitas vezes, involuntários. O pensar constante em Fulano define todos os outros aspectos, por exemplo, se o último pensamento não tem conexão alguma com o anterior, é feita uma conexão imediatamente! Isso se chama FANTASIA (sem sentido perjorativo, só como imaginação de um processo de fatos, mesmo). Na limerence, ela é insatisfatória, porque o fantasiador quase sempre imagina a fantasia como algo pouco provável de acontecer, mas que é um desejo consciente ou não.
Fantasias mirabolantes demais normalmente são descartadas pelo fantasiador, pois às vezes ela é retrospectiva e ligada a eventos que realmente ocorreram, é uma reexperimentação daquilo, mentalmente, com pequenas modificações do fantasiador. (ora, quem nunca fez isso?) Ah, e tem os sonhos também, né, cara.
Limerence tem efeitos físicos como palpitação, tremor, palidez, rubor, dilatação da pupila, fraqueza, estranheza, timidez, confusão a nível comportamental (muuuito comum), perda de apetite, tontura e até síncope/desmaio! Esses efeitos físicos são basicamente gerados pelo medo da rejeição, em começar a tentar ler a linguagem corporal de Fulano, ver se ele tá dando moral ou se esquivando, imaginar se aquilo é uma oportunidade ou ameaça (olha, análise de SWOT por aqui :x), enfim, sinais corporais que confundem e interferem na realização com o objeto limerente.
Terminando, já que o post tá enorme e isso ainda dá muuuito pano pra manga: limerence, estar apaixonado ou amando, louco por alguém ou qualquer jeito que você chame isso, é um joguinho traiçoeiro da sua cabeça. O único detalhe é que esse jogo tem 2 players. Então é você arriscando devagar, e, quem sabe, Fulano arriscando de volta... risco vai, risco vem, you two guys could write a bad romance (6)
Boa sorte e escrevam amorosas-bestas-apaixonadas-e-lindas histórias de amor =D

P.S.: always to be continued...
fontes: Livro de filosofia que eu esqueci o nome, Wikipédia, molduras mentais e bagagem cognitiva 

2sleep